Palestras Sobre Drogas

Há 12 anos sou voluntário na área de Dependência Química, atuando no tratamento por meio de Comunidade Terapêutica. Tenho alguns livros publicados “Drogas um vale escuro e grande desafio para família" e "O amor vence as Drogas”, e mais de uma centena de Artigos relacionado a este tema.


Faço palestra sobre Dependência Química. Aqueles que desejarem basta entrar em contato pelo e-mail ataide.lemos@gmail.com


domingo, 10 de abril de 2011

Tratamento involuntário para dependência química


Sempre tenho colocado que internação para tratamento de dependência química involuntária não resolve, ou seja, não leva a pessoa a deixar as drogas, pois tratar-se de dependência química exige vontade própria; exige determinação; exige consciência de que precisa sair das drogas. Enfim, o tratamento a dependência exige uma decisão do dependente.

Em mais de treze anos atuando no tratamento, até hoje nunca vi um adolescente, jovem ou mesmo adulto entrarem na entidade involuntariamente conseguiram vencer as drogas, pois eles deram um jeito de sair de varias formas como fugindo ou manipulando seus familiares que estavam sendo maltratados na entidade, ou ainda, se fazendo de curados, enfim, criando varias situações que o levaram a abortarem o tratamento.

Quantas e quantas vezes passamos constrangimentos por tentarmos manter um recuperando na entidade sem à vontade dele. Quando uma pessoa está em tratamento através de internação e não quer ele desestabiliza toda a entidade; apronta com os membros; arruma confusão com os coordenadores; não cumpre as regras estabelecidas, ou seja, ele se torna uma pessoa indesejada por todos, além do que, ainda acaba levando outros abandonarem também o tratamento.

Portanto, como colocado em outros artigos somente há duas formas de manter uma pessoa involuntária numa entidade ou clinica para tratamento, isto é, ou se mantém a base de medicamentos ou com uma disciplina muito rígida. No entanto, estas duas alternativas não vão fazer com que este dependente saia das drogas, pois a rigidez acaba provocando violência, fato que jamais pode ocorrer e o medicamento pode levar o dependente tanto se tornar dependente destas drogas ou ainda desencadear uma doença psiquiátrica irreversível.

Mas ai fica o questionamento: o que fazer? Deixar morrer nas drogas? Evidentemente que não se deve permitir que um filho, um ente morre nas drogas mantendo-se inerte, ou seja, é preciso agir. No entanto, esta ação deve ser através de busca de instituições que podem ser governamentais ou privadas que atuam nestas áreas. Também é importante que os pais procurem entidades de suporte como o Amor Exigente, Pastoral da Sobriedade e tantos outros grupos que lhe possam dar suporte emocional e informações de como agir para ajudar seus entes a procurarem tratamento.

Varias entidades de tratamento de dependência química que paralelamente possuem grupos de resgate, onde através de casas de apoio aos dependentes químicos fornecem alimentação, banhos e que através destas ações também fazem um trabalho de convencimentos para que aqueles passam por elas busquem tratamento, porém de forma voluntária. Entidades que no primeiro momento curam as feridas, mas que através de uma pedagogia de acolhimento levam estes dependentes despertarem para o tratamento.

Portanto, o procedimento correto para familiares que estão desesperados com seus filhos nas drogas e não querem se tratar é procurar ajuda nas instituições públicas ou entidades para possam ter assistência profissional ou de pessoas que passam ou passaram pela mesma situação e assim, encontrar as ferramentas corretas para convencer seus entes a buscarem tratamentos. Enfim, jamais pode perder a esperança ou abandonar seus entes a própria sorte.

Ataíde Lemos
Escritor, poeta
Autor dos livros Drogas um vale escuro e grande desafio para família
O Amor Vence as Drogas

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Propósito de vida



Ao fazer uma reunião de grupo com os recuperandos numa comunidade terapêutica abordei o tema “Propósito de Vida”. Pois, conseguir superar as drogas é fundamental uma reformulação de conceitos para se construir um novo estilo de vida onde algumas metas devem ser traçadas visando deixar o passado para trás.

Um futuro se constrói no presente e o passado deve apenas ser analisado como referencia para que não se permita volta-lo, já que isto implica em recaídas.

O sofrimento quando é extenso, perde-se a referencia de sua proporcionalidade, ou seja, a pessoa não se dá conta do tamanho de sua dor. Isto ocorre com a pessoa dependente, isto é, muitas vezes um dependente não consegue ter a dimensão do tamanho das perdas que ocorrem na sua vida. Ele não consegue ter a dimensão do estrago que a droga lhe está proporcionando em relação sua saúde, sua vida social e emocional e assim, ele não procura de uma maneira efetiva trabalhar na sua sobriedade.

Deixar as drogas requer um esforço grande em mudar um emocional que está mórbido, mas que não se da conta disto, pois a mente vai se condicionando ao estilo de vida do meio em que o dependente vive na sua vida ativa nas drogas, ou seja, o ambiente, os amigos de adicção, o estilo de vida que os dependentes químicos vivem o condiciona a ter uma visão deturpada e míope da sociedade.

Para aqueles que são dependentes ou vivem o mundo da adicção suas referencias normalmente são aqueles que também fazem parte do meio em que vivem, e os que estão fora deste grupo são os caretas, ou seja,  aqueles que não usam drogas. No entanto, a partir de um tratamento esta visão deve ser mudada, isto é, os que devem ser referencia a partir de então para eles são os caretas, porém, isto se torna um grande desafio.

Um propósito de vida para que seja fortalecido e atingido exige perseverança, mudança de hábitos, determinação e acima de tudo viver um dia de cada vez sabendo onde quer chegar. Também exige humildade para reconhecer que precisa mudar seus pensamento e aceitar que não é o centro, mas faz parte de um meio, ou seja, é preciso integrar-se à sociedade consciente que terá bons e maus momentos.

A droga condiciona o corpo e a mente de um dependente, levando-o a imaginar ser incapaz de viver sem ela. No entanto, a partir do momento em que o dependente assume mentalmente que pode superá-la e passa a adquirir um novo propósito de vida procurando ocupar-se tanto fisicamente como mentalmente com outros pensamentos, atividades e procurar-se inserir em novos grupos de relacionamentos, adquirindo novas amizades e se fortalecendo espiritualmente aos poucos vai se libertando e descobrindo que pode viver sem ela.

Ataíde Lemos
Escritor, poeta e palestrista

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vêm não temas



Você que entrou num mundo tão desconhecido
Emaranhou-se nele e agora se encontra perdido
Já não sabe mais o que e como fazer para voltar
Não tenhas medo, eu estou aqui para lhe ajudar.

Entrega-se e confia em mim, dê-me seu coração
Estarei junto a ti, levantarei lhe pegando pela mão
E junto levar-te-ei para um novo caminho de paz
 Assim não mais chorarás sentindo perdido jamais.

Meu amor sempre estará pronto para te oferecer
Por isto, não tenhas medo e nada precisa temer
Meu coração protegerá sendo para você abrigo.

Pode se aproximar e descanse em meu ombro amigo
Na cruz levei todas suas dores, medos e enfermidade
Não há o temer, com meu sangue dei lhe a liberdade.
Ataíde Lemos

domingo, 20 de março de 2011

Drogas II




Vejo jovens se drogarem
E muitos me perguntarem
Por que entrar neste caminho?
Se já se conhece o destino!
 
A droga é uma ilusão
Aquele que a procura
Usá-la é insana decisão
Cometendo grande loucura.
 
Mesmo as pessoas sabendo
Cuja dependência não tem cura
De solução ela torna-se veneno
Mas vão atrás de aventuras.
 
Drogar-se, na busca de solução
É desconhecer a verdade
É agir não enfrentando a razão
Querendo fugir da realidade.
 
Mas, muitos adolescentes
Na busca de descobertas
De maneira inconseqüente
Entram por estas portas abertas.
 
Quem ama se cuida
Não escolhendo esta estrada
Por saber que não leva a nada
Ou melhor, traz doenças muitas.

Ataíde Lemos

terça-feira, 1 de março de 2011

A dependência química na família


Sempre sou procurado por familiares aflitos, desesperados por estarem enfrentando em seus lares problemas relacionados às drogas, ora é um filho, vezes um cônjuge.

Infelizmente me encontro num profundo dilema, pois o desejo é poder dar uma solução prática, objetiva, no entanto, o problema já está generalizado com grandes dimensões de desestabilidade emocional na família e com varias conseqüências sociais e psicológicas atingindo toda ela. Trabalhar para ajudar nestes casos é começar ajuntar os cacos com a esperança de conseguir apontar algumas direções.

Auxiliar nestas situações torna-se complicado, pois, devido aos rumos tomados pela dependência e a co-dependência instaurada, nos fogem as palavras, fazendo-nos sentir impotentes nas orientações devido à desestruturação clara observada por causa da dependência na família e também o total desconhecimento dela sobre o assunto.

Algo difícil, mas que as famílias precisam aprender é informa-se, participar de programas de prevenção, ou seja, iniciar um processo de conhecimento sobre dependência, visando a prevenção evitando comprometimentos maiores no futuro.

No caso, quando existe o problema relacionado as drogas, primeiramente a família deve assumir que há este problema ainda que inicial, e assim, procurar ajuda e não cair na falsa ilusão de que tudo vai passar ou mesmo fingindo nada estar acontecendo.

Sempre em minhas abordagens, procuro de maneira serena tranquilizar aqueles que me procuram, orientando-os sobre o que está ocorrendo com o ente dependente e que não se deve alarmar. Este ente encontra-se doente e está necessitando de ajuda, e esta ajuda terá que partir dele. Cabe aos familiares serem os condutores estando preparados para quando surgirem às oportunidades de ajudá-lo. Procuro também passar aos familiares a desmistificação da doença, das drogas para não ficarem se auto culpando, se auto flagelando pela dependência do ente. Estes momentos não são horas de lamentações ou sentimentos de culpas, de auto piedade e sim de encontrar soluções. Algo fundamental que este momento exige é antes de querer ajudar o ente procurar ajudar a si próprio.

Devido ao longo período da adicção, certamente a família se encontra doente também. É a partir desta busca de tratamento da família que se consegue redirecionar ações para dar suporte real ao ente dependente.

É necessário que pelo menos algum membro da família ou um do cônjuge esteja bem, para conduzir toda a situação e tenha o controle da circunstância. Esta pessoa precisa ter em mente que a todo o momento necessariamente sua sobriedade será exigida.

Não existe uma formula, uma receita pronta para trabalhar a dependência manifestada dentro do âmbito familiar, pois tudo é uma faca de dois gumes (cada caso é um caso), algumas atitudes tomadas podem dar certo para uns e não para outros depende de vários fatores como o auto conhecimento, a estrutural emocional da família, do grau de comprometimento da doença, a idade do dependente, a estrutura social da família bem como do usuário, o nível de co-odependencia. Enfim, depende de um conjunto de fatores.

Segundo meu pensamento, a maneira eficaz que pode ter resultados mais satisfatório seriam estes em relação a família:

1. Encarar a dependência com naturalidade, assumindo-a como doença e buscar tratamento.

2. Buscar meios de auto ajuda para trabalhar a co-odependencia a fim de manter-se a sobriedade.

3. Tomar atitudes prudentes e não deixar ser envolvido pela emoção ou sentimentalismo.

4. Imunizar contra as manipulações que certamente ocorrerão por parte do ente dependente (característica própria da dependência).

5. Buscar de todas as formas a coesão entre os cônjuges.


6. Despir-se do preconceito interior e social buscando sempre informações sobre o assunto.


7. Sejam quais rumos caminharem estar sempre atento e preparado para as tomadas de atitudes.

8. Fomentar a espiritualidade, entregando sem reservas ao Poder Superior e acreditar que vai superar o momento.

Enfim, uma das necessidades fundamentais para conseguir objetivos positivos para superação de uma dependência na família, é aprender com o próprio usuário, pois ele mesmo pode fornecer ferramentas e mecanismos que serão usados para ajudá-los nas oportunidades que surgirem.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Frases sobre drogas


     A droga inicia como um bem, se instala como uma necessidade e finda como um câncer.

     Quem não percebe a mentira que é a droga, faz de sua vida uma grande mentira.

     O Álcool é a porta de entrada para as drogas ilícitas e a porta de saída para a vida.

Ataíde Lemos

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Humildade, aceitação, amor próprio e objetivo de vida



Quatro fatores são fundamentais para aqueles que estão em tratamentos de dependência química  e que devem ser refletidos, são eles: humildade, aceitação, amor próprio e objetivo de vida.

Humildade: Não há como entrar num processo de mudança de mentalidade. Não há como trabalhar as emoções, os traumas sem humildade. O fundamento do 1º passo está na humildade em aceitar-se impotente perante a droga e o álcool como também a impotência no controle da vida, ou seja, a humildade é essencial para aquele que se inicia no tratamento, bem como deve manter esta virtude sempre elevada para que a vaidade e o orgulho não o leve a uma recaída.

Aceitação: Aceitação caminha lado a lado com a humildade, ou melhor, é pela aceitação que se mede o grau de humildade. Ao buscar um novo caminho, primeiramente é fundamental aceitar a caminhar nele. Uma pessoa dependente está sem o controle de sua vida emocional e física, sendo assim, é preciso reaprender a adquirir este controle, porém, neste reaprendizado é necessário aceitar ser conduzido. É necessário aceitar que o tratamento o qual está inserido é uma pequena comunidade o qual todos estão ali para crescerem e, para este crescimento é necessário aceitar e integra-se no tratamento; aceitar os recuperandos, aceitar sua condição de doente naquele momento, e que sua doença somente pode ser controlada com seu entendimento de que ela é mais forte que ele, ou seja, ele permanecerá sóbrio segundo a aceitação de que não pode tomar o primeiro gole ou trago, etc.

Amor próprio: Se não gostarmos de nós, quem gostará? A dependência química leva o dependente não gostar-se de si mesmo. Leva-o a acreditar que ele não tem valor algum. É muito comum ouvir este tipo de comentários de dependentes químicos que estão altamente comprometidos com a doença. Portanto é preciso que este estado psicológico seja revertido, isto é, a partir da humildade, da aceitação deve iniciar um processo de crescimento emocional levando o dependente elevar sua auto-estima. Na verdade, uma das características da dependência é a baixa auto-estima.

Amor próprio é olhar para si mesmo e dizer: “eu me amo, eu não posso e não quero continuar a me destruir”. Certamente, para que ocorra amor por si mesmo é necessário reconhecer-se como alguém importante diante aos seus olhos e aos olhos de Deus. O amor próprio somente pode ser adquirido quando cura-se feridas interiores. Quando tem coragem de fazer um inventario e eliminar coisas que se considerava boa, mas que no fundo o levava a destruição.

Objetivo de vida: Sem sonhos, sem um objetivo de vida nós enquanto Seres humanos ficamos vulneráveis a cair na armadilha do momento, nas armadilhas dos sentimentos. No caso do dependente químico que está sem a droga, certamente, abre-se um vazio existencial pela falta da droga. Neste sentido, ele precisa preencher este vazio e isto se dá também através de seus objetivos de uma vida melhor, de uma vida sem droga.

Quando sabemos onde estamos, o que queremos para nós e onde queremos chegar, certamente, nossas energias são canalizados e acabamos por preencher nossos espaços vazios. Enfim, para alguém que deseja vencer as drogas é essencial que ele tenha projetos de vida e trace metas para conquistá-los.

No livro Drogas um vale escuro e grande desafio para família dou continuidade sobre este assunto e outros mais, para adquiri-lo basta entrar em contato.

Ataíde Lemos

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Superação



Sempre há tempo para se aprender
E jamais deixar de buscar a superação
Não há nada que nos impede de viver
Quando não se entrega ao medo e a solidão.

Nenhuma limitação pode impedir-nos de sonhar
Apenas aquela que deixamos nos dominar
A qual se encontra em nossa própria mente
Quando acreditamos não haver como seguir em frente.

Quando desejamos vencer e superar nossos limites
Todas as forças que precisamos para ser vencedores
Está na vontade e humildade em acreditar que existe.

A grande vitória que alguém ao superar os limites deixa
É seu exemplo para que outros também possam seguir
Sua conquista torna-se modelo para tantos que estão a desistir.
  
Ataíde Lemos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Tratamento a dependentes químico via comunidade terapêutica


Gostaria de fazer algumas colocações – segundo meu entendimento – contribui para que uma pessoa que seja dependente químico consiga encontrar a “cura”, por meio de Comunidade Terapêutica. Coloquei cura entre aspas por entender que dependência química não há cura definitiva, mas sim, um estado de sobriedade.

Pois bem, normalmente, uma Comunidade Terapêutica, o tratamento se dá baseada num tripé; Espiritualidade, Laborterapia e Reuniões de Grupos.

Este tripé proporciona o recuperando trabalhar seu biológico, seu emocional e por fim, seu Eu, enquanto um Ser místico.

Outro dado importante a se ressaltar é que Comunidades Terapêuticas, via de regra, evita o tratamento através de medicamentos fármacos, por entender, que nestes casos o que se está fazendo é; trocando uma droga por outra, no entanto, há casos que são necessários, porém são acompanhados por profissionais da saúde.

Laborterapia: a laborterapia tem como fundamentos à eliminação das drogas existente no organismo, bem como, iniciar um processo de reeducação biológica, haja vista que normalmente os dependentes químicos acabam criando hábitos que causa tanto uma disfunção psicológica quanto biológica. Ainda é necessário frisar que a laborterapia provoca ocupação física e mental, proporcionando o recuperando cansaço e por conseqüência, reorganizar seu sono e não ocupar a mente para fique pensando na sua vida de drogadição.

Espiritualidade: todo Ser humano necessita encontrar determinadas respostas para si que somente pode ser encontrada por meio da espiritualidade, ou seja, é fundamental que haja um desenvolvimento espiritual, pois é através da espiritualidade que as pessoas passam a direcionar a vida, se relacionar consigo mesmo e com os outros. É por meio da espiritualidade que as pessoas se abrem a buscar suas curas físicas e emocionais. Enfim, o desenvolvimento espiritual leva as pessoas a mudarem seus relacionamentos interpessoais se abrindo para uma nova dimensão de vida. Em suma, para o sucesso tanto da laborterapia como das reuniões de grupos é fundamental haver este desenvolvimento espiritual.

Reunião de grupos: pois bem, devemos analisar as reuniões de grupos abordando três aspectos fundamentais, ou seja, a questão psicológica, filosófica e educacional. Psicológica; para a construção de um presente visando um novo futuro é necessário reavaliar a vida e os comportamentos, isto é, o dependente precisa se conhecer, precisa superar seus traumas, suas deficiências emocionais, seus complexos de superioridade e inferioridade e isto se dá por meio da psicologia. Filosófica; depois de se conhecer e aprender a trabalhar seu emocional é fundamental construir uma nova filosofia de vida, não dá para ser diferente continuando no mesmo, ou seja, é necessário passar a ter uma nova visão de mundo, um novo perfil de futuro é isto se dá por meio de questionamentos e buscas. Toda relação com um novo que o dependente começa a construir está relacionada à filosofia de vida. Por fim, o terceiro aspecto é a educação, ou seja, é necessário conhecer o que é dependência química, como a doença inicia quais são seus sintomas, o que ela causa tanto no organismo englobando o sistema nervoso central como no psíquico.

Como podemos observar, o tratamento químico é complexo. No tripé que foi colocado no inicio exige uma total entrega do recuperando ao tratamento. Muitas vezes o fracasso se dá pela não sintonia deste tripé estabelecido. Porém, quando o recuperando está com firme propósito em deixar as drogas ou o álcool procurando assumir todas as etapas e todos os pontos básicos do tratamento não tem como fracassar, ou seja, ele consegue vencer as drogas.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Estado é mercenário em relação às drogas



Li uma matéria hoje (05/01/2011) no site da UOL, e não me contive em escrever este artigo. A manchete da noticia é: “Novo ministro da Justiça apóia discussão sobre descriminalização do uso de drogas”. Na minha opinião o Estado é mercenário, ou seja, tudo que for possível se fazer para que entre mais dinheiro nos cofres públicos o governo faz, independente se é para o bem da sociedade ou não, no entanto, que seja bom para os cofres públicos, a fim de, que aumente o faturamento para a corrupção.

Esta realidade fica muito nítida quando observamos de como o governo age em relação às drogas lícitas (álcool e tabaco). O governo sobretaxas estes produtos, arrecadando valores altíssimos em impostos, no entanto, é muito tímida sua ação quando o caso é promover leis para restringir as publicidades dos mesmos como também dar atendimento aos que adoecem. Uma Lei para conter a publicidade leva anos para ser aprovada e isto quando ocorre.

Como colocado acima, o Estado não faz quase nada quando o caso é tratamento. Todos aqueles que tem problemas com álcool na família, conhece muito bem. Infelizmente, há pouquíssimas clínicas públicas para tratamento de álcool e as organizações não governamentais, em sua grande maioria não recebem verbas públicas para atenderem seus pacientes. Quando o assunto é tabaco, a situação é a mesma. Todos sabemos que grande parte daqueles que adquirem câncer é proveniente do cigarro, no entanto, este tipo de tratamento é muito obsoleto, ou seja, poucos são as cidades de atendem este tipo de doença. No entanto, o governo pensa apenas em lucrar com as drogas lícitas, sem compromisso em reverter grande parte dos impostos destas drogas para promover a saúde dos que acometem doenças provenientes do uso. Em suma, as empresas e o Estado lucram bilhões e a sociedade fica com o ônus do tratamento e do caos social proveniente das drogas.

O governo agora pretende trazer para discussão pública a descriminalização das drogas ilícitas. É interessante que esta vontade surge a partir dos fatos que vem ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro, ou seja, a partir do momento que o Estado começa um desmonte dos traficantes, parece que deseja entrar no negocio, pois, já que está diminuindo a concorrência, porque não lucrar com isto, já que as pessoas não vão parar mesmo de usar drogas? Enfim, o governo, com uma discussão demagógica procura incitar a sociedade para aceitar o consumo de drogas ilícitas sem se importar com o problema maior que é a questão de saúde e da desestrutura social e familiar que as drogas provocam visando apenas lucrar com os altos impostos, pois, certamente taxará tais drogas com a mentira que tais taxas é para promover a saúde dos dependentes.

As entidades de saúde e sociais que atuam nesta área sejam aquelas que trabalham na prevenção ou as que promovem tratamentos e também as entidades religiosas precisam ficar atentas com a manobra que o Estado procura fazer, pois para ele, não importa os efeitos das drogas em termos de saúde ou mesmo social, mas sim, os bilhões que entrarão nos cofres públicos para enriquecerem com maior caixa para a corrupção.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

Comunidade Terapêutica Jeová Shalom

Gostaria de deixar neste tópico informações para aqueles que tem problemas relacionado às drogas e deseja tratamento.Somos diretores uma entidade para tratamento a dependentes químicos chamada “Comunidade Terapêutica Jeová Shalom”.Já atuamos nesta área de tratamento há quase 12 anos.
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.

· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.

· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.

· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.

· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.

· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.

· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.

Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br

Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira