Palestras Sobre Drogas

Há 12 anos sou voluntário na área de Dependência Química, atuando no tratamento por meio de Comunidade Terapêutica. Tenho alguns livros publicados “Drogas um vale escuro e grande desafio para família" e "O amor vence as Drogas”, e mais de uma centena de Artigos relacionado a este tema.


Faço palestra sobre Dependência Química. Aqueles que desejarem basta entrar em contato pelo e-mail ataide.lemos@gmail.com


domingo, 2 de janeiro de 2011

A violência das drogas e sua legalização



Gostaria de abordar um tema sobre as drogas e a violência gerada tanto pelo tráfico quanto aquela que ocorre pelo seu consumo e a sua legalização.

Uma das bandeiras levantadas por aqueles que defendem sua legalização, está na violência que a ilegalidade provoca, porém, não pelo seu consumo, mas sim, pelo tráfico, ou seja, a droga gera muitas mortes, alicia muito jovem e adolescente ao mundo do crime. Estes são os argumentos pelos defensores da legalização.

No entanto, com o que está havendo na cidade do Rio de Janeiro em relação à ação do Estado junto aos traficantes este argumento – violência gerada pelo tráfico – começa a cair por terra, pois até o presente momento, podemos observar que este tipo de violência diminuiu sistematicamente nas principais regiões dominadas pelos traficantes. Lugares estes que haviam uma enorme violência devido ao tráfico de drogas.

Por outro lado, sabemos que nem os consumidores de drogas e nem os dependentes químicos deixaram de fazer seu uso, ou seja, a violência que ela provoca devido ao seu consumo se mantém. Violência que está na família, nas comunidades, no trânsito, etc. A violência que desestabiliza a sociedade e, por conseguinte, a todos e o qual o Estado não tem como exercer uma ação em curto prazo, mas somente a médio e longo tempo trabalhando efetivamente para a diminuição da demanda por meio de projetos de prevenção e também na ação imediata oferecendo tratamento aos dependentes químicos e na contínua tarefa de combater o tráfico de drogas.

A violência que as drogas provocam devido ao seu consumo é infinitamente superior e mais prejudicial à sociedade que a provocada pelo tráfico, haja vista, que a violência provocada pelo consumo destrói a família que por, consequencia, vai degradando toda uma sociedade ao longo do tempo, destruindo valores essenciais e fundamentais para a dignidade humana. Ceifando adolescentes e jovens, bem como, destruindo toda uma sociedade em seus valores culturais, sociais e espirituais.

Outro fato importante a se destacar está na imposição por meio de leis para diminuir a violência das drogas, isto somente não funciona, mas sim, uma imposição somando com trabalhos de educação, ou seja, leis apenas não funcionam se não haverem projetos de nível educacional para a formação e conscientização da gravidade que são as drogas e a responsabilidade que deve haver ao ingerir drogas lícitas como o álcool e o tabaco. Um exemplo clássico e recente que se pode citar sobre a violência provocada pelo consumo da droga licita (álcool) é a lei denominada Lei Seca. Está evidenciado que, embora, foi feito um grande marketing em sua implantação, não fez com que os motoristas parassem de ingerir álcool e pegar no volante, pois, aquele que bebe e não tem responsabilidade ou aquele que tem problemas de alcoolismo continua a pegar o carro embriagado. É notória a quantidade de mortes que estão sendo provocados pela mistura de álcool e volante.

Finalizando, a discussão da legalização das drogas ilícitas a despeito da violência que ela provoca sobre a ótica do trafico acaba de ser derrubada quando observamos que esta violência diminuiu sistematicamente no Rio de Janeiro, no entanto a violência provocada pelo seu consumo continua num estado crescente, por isto, não a sua legalização.


Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Para conhecer meus livros acessar
http://www.ataide.recantodasletras.com.br/livros.php

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A guerra das drogas deu uma trégua.


Muitas pessoas estão felizes com o que houve no complexo do Alemão e tantas outras comunidades em relação à intervenção do Estado na cidade do Rio de Janeiro, acabando com o reduto dos traficantes. Realmente, foi um golpe dado a eles que mandavam naquelas comunidades e também acabando com o poderio deles.

Porém é importante saber que toda esta realidade que se criou de paz transparente é uma situação provisória, por uma razão muito simples, ou seja, destruiu, desmontou, desarticulou estes donos do trafico, mas infelizmente, surgirão novos traficantes, pois se eliminou os que vendiam as drogas, mas os usuários e dependentes continuam a existir e continuarão, portanto, outros traficantes surgirão para manter seus prazeres e dependências.

É importante, olhar para esta realidade voltando a alguns fatos do passado, inclusive que ocorreu no Rio em relação ao jogo do bicho. Muitos bicheiros foram presos, outros morreram e pergunto: acabou o jogo do bicho? Certamente que não, pois muitos são viciados em jogos e não deixam de fazerem suas fezinhas. Mas, o interessante é nunca mais se falou neles, como se tivessem acabado com a jogatina.

Em relação às drogas é a mesma situação e ainda pior, ou seja, há muitos usuários de drogas que tem grande poder aquisitivo. Há muitos políticos, empresários, artistas que continuarão usando drogas e pagarão o preço que o mercado exigir para manter seu uso. Com a queda de muitos traficantes a cotação da droga triplicará estimulando muitos empresários a investir neste negocio ilícito suscitando novos traficantes.

Como este comercio ressurgirá não há como prever. Em que Estados firmarão suas bases também não da para saber, mas algo sabe, ou seja, ela ressurgirá, pois como os usuários e dependentes continuarão e há muitos empresários que gostam de lucros fáceis e há muitos policiais e pessoas do poder público que se corrompem com facilidade.

O grande trabalho do Estado é minimizar no máximo o quadro de violência que o trafico produz, ou seja, é fundamental que o Estado trabalhe para que adolescentes não sejam novamente recrutados tornando soldados dos novos traficantes que surgirão. É necessário que o Estado intervenha promovendo políticas de saúde, sociais, cultural para esta população de risco afastando-as o máximo do pode dos traficantes. Não há duvida que a situação do Rio de Janeiro tornou-se insustentável devido ao descaso do Estado, que preferiu compactuar com o crime através de sua omissão.

Ataíde Lemos

domingo, 28 de novembro de 2010

A violência das drogas



Quando vejo as cenas do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, não consigo deixar de ficar perplexo ao ver tantos jovens entrando neste caminho, seja como aviões, sejam como soldados dos traficantes. Jovens que são escudos dos donos do tráfico. Jovens que as imagens mostram são pobres, moram em barracos vivendo sem o mínimo de conforto defendendo a criminalidade. Jovens entre seus 15 a 30 anos que na maioria das vezes são de famílias desestruturadas e que não conseguem discernir com racionalidade as conseqüências de suas ações diante a criminalidade.

São jovens que tem como heróis os vilões e bandidos da sociedade. São jovens usados como escudos humanos pelos grandes traficantes e odiados pela sociedade por se apresentarem e praticarem as barbáries através do comando de seus superiores. Jovens que enveredam por caminhos que tem como fim; a morte precoce, o anonimato e alegria da sociedade pela tranqüilidade que causa a cada tombamento de um.

Não quero defender estes jovens, mas não dá para ficar omisso ao ver que muitos destes entram nesta vida pela ausência do Estado, pela falta de oportunidades, pela ostentação do luxo na miséria, pelo vicio e que muitas vezes são ocasionados pela omissão tanto do Poder público quanto da sociedade.

Muitos podem dizer; mas há tantos que sofrem deste mesmo mal e caminham por outros caminhos que não o da criminalidade. Pois bem, é bem verdade que muitos não trilham estes caminhos e ainda bem que são a maioria, no entanto, isto não pode ser desculpa para sombrear todas as mazelas proporcionadas pela ausência do Estado e pela omissão da sociedade que tem grande parte de responsabilidade e ainda dizer que para os empresários das drogas e para os usuários da classe alta eles são necessários.

As drogas alimentam a classe alta, ou seja, na grande maioria os chefões do tráfico são aqueles que não usam drogas, que moram nas regiões mais cara dos Estados, possuidores de jatinhos sendo pessoas acima de qualquer suspeita. Muitos barões que financiam as drogas são políticos, são altos executivos que usam testas de ferro nas comunidades carentes para aliciarem soldados e organizarem as venda e o consumo de drogas. Também é preciso dizer que os grandes consumidores de drogas moram nos  condomínios de luxo espalhado por todo o País. São também os grandes executivos, políticos, artistas e jovens da alta sociedade.

Em suma, é impossível imaginar que a violência em relação às drogas terminará e que muitos jovens não serão aliciados pelos traficantes, formando batalhões para defender a criminalidade e sendo ceifados em plena juventude, pois a droga é fonte de lucro e prazer sendo comercio interessante para muitos, e na outra ponta, é também uma fonte de votos para os políticos que sempre usam das desgraças para promoverem.

Em suma, o que observamos é que a luta contra as drogas não é de interesse político, nem dos grandes empresários das drogas e muitos menos da maioria dos consumidores da alta sociedade, pois as baixas serão apenas da sociedade carente sejam por invasões do Estado matando crianças, adolescentes, ou seja, pessoas inocentes e de bem em suas comunidades como eliminando os soldados rasos, que são vitimas tanto do Estado quantos dos traficantes.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

sábado, 27 de novembro de 2010

Soldados do tráfico


 
Jovens marcados para morrer
Com AR 15, sentem-se protegidos.
São pobres em fantasias iludidos
Acreditando-se que não há nada a perder.
 
Em cada esquina um novo soldado recrutado
Por traficantes que em sonhos os enganam
Pelas drogas ilícitas são tragados
Após dependentes os criminosos os alienam.  
 
Soldados empunhando armas nas mãos
Que vêem seus barões como heróis
E em tenra idade são tombados ao chão.
 
Soldados do tráfico, aliciados pela mentira
Por aqueles que os constroem semeando a ira
Na ilusão que o crime é nobre.

Ataíde Lemos

Entrevista Jorge Alves - Redução de Danos


Durante um período produzi e apresentei um programa de rádio intitulado “Viva Feliz Sem Drogas”, nesta oportunidade fiz varias entrevistas, muitas delas transcrevi para colocar em meu site. 

A que apresento abaixo é de um amigo que hoje mora no andar de cima, que vale a pena ser lida por trazer informações importantes sobre a política de Redução de danos, que ainda precisa ser mais trabalhado, explorada e implantada em relação a política sobre drogas.  


O programa Viva Feliz Sem Drogas entrevistou nesta semana (15/04/07) Jorge Alves, que atua como Redutor de Danos no Rio de Janeiro, também faz parte de varias organizações não governamentais como Associação Brasileira de Redução de Danos (ABORDA) e ainda varias outras entidades. É fundador e criador do fórum internacional de hepatite, ocupando atualmente uma cadeira no Conselho Estadual Antidrogas (CEAD) do Rio de Janeiro.

Jorge Alves, na sua juventude conheceu as drogas acabando mergulhando nelas e adquirindo como conseqüência algumas patologias como AIDS, hepatite. Isto o motivou engajar-se neste trabalho de prevenção e conscientização dos usuários de drogas como agente redutor de danos, evitando assim que, aqueles que não conseguem ou não querem parar com o uso não adquirem tais patologias como também ser um porta voz destes usuários para que a sociedade os reconheçam como cidadãos. Pois o fato de serem usuários de drogas ilícitas não os torna pessoas de segunda classe perdendo sua cidadania.

O tema especifico da entrevista foi a política governamental sobre Redução de Danos que é regulamentada no artigo 6º da Lei Sobre Drogas. Porém segundo Jorge a sociedade ainda é carente de informações sobre o que é Redução de Danos, e assim, acaba-se criando alguns preconceitos em relação a esta política confundindo os agentes redutores de danos como incentivadores ao uso de drogas. Enfim, confundir esta política que é governamental como apologia as drogas.

Aqui estão transcritos alguns pontos principais da entrevista

Jorge Alves – Redução de Danos (RD) é uma estratégia de saúde pública que tem como objetivo de reduzir a disseminação de agentes infecciosos como HIV, hepatites virais, doenças sexualmente transmitidas (DST) além de outros danos a saúde provocados por substancias psicoativas independentes sejam elas licitas ou ilícitas... A estratégia de Redução de danos iniciou no Condato de Roniston por volta de 1926 para conter um surto de hepatite, reapareceu por volta dos anos 70 na Holanda, onde alguns usuários de drogas já se organizavam para lutar por políticas mais tolerantes. Na década de 80 com o advento da AIDS a Redução de Danos retorna como estratégia de saúde para conter o avanço do vírus, também das hepatites e as DST. Atualmente a RD se preocupa em encaminhar aos serviços de saúde pessoas que fazem uso de drogas para fazerem testagem de HIV, hepatites e DST, também para terem noções de cidadania e direitos humanos e ainda fazem distribuição de materiais de prevenção que são os kits de redução de danos.

PVFSD – Como a RD é vista pelo governo e pela sociedade?

Jorge Alves – A RD esta inclusa no capitulo 6º da Lei Sobre Drogas... Na verdade há três maneiras para lidar com a questão das drogas. A primeira é a redução da oferta, que é trabalho polícia; a segunda é a redução da demanda que seriam as campanhas educativas para evitar o consumo e verificou-se que mais de 70% dos usuários não conseguiam ou não queriam parar de usar. Então foi elaborada uma resposta social de saúde publica para evitar que esta população venha ser infectada por estas patologias...
Quanto à sociedade ela carece ainda de informação sobre este assunto. Se você falar que um indivíduo vai chegar num local para fazer uma distribuição de seringas para evitar a disseminação da Aids, hepatites algumas pessoas podem confundir isto como incentivo ao uso, mas não é. Já foi visto que é muito mais barato para o governo e para as pessoas prevenir do que depois ter que tratar destas pessoas doentes – Até mesmo porque são doenças muito graves. Eu senti isto na pele e adotei isto como missão de vida, que é, lutar contra esta disseminação entre esta população usuária de drogas. Apesar de ser uma política governamental ainda há muita gente infelizmente que considera erroneamente a estratégia de Redução de Danos como um incentivo ou uma coisa assim... Ela surgiu depois que o Brasil tornou-se signatário universal dos direitos humanos.

PVFSD – Considerações finais.

Jorge Alves – As colocações finais que poderia dizer é algo que abrange o lado dos direitos humanos. No caso especifico da RD a própria consciência ética nos coloca num horizonte um tanto sinistro, pois, quando uma sociedade não reconhece o direito de uma pessoa que faz uso de drogas ilícitas, significa dizer que esta sociedade do ponto de vista ética está afirmando que umas pessoas são mais cidadãs que outras, portanto, a condição de cidadão passa a ser secundário em relação aos usuários de drogas ilícitas... No entanto, os usuários de álcool e de tabaco não têm sua cidadania negada na mesma intensidade do que os usuários de drogas ilícitas, simplesmente, porque fazem uso de drogas socialmente aceitas, ainda que, a dependência seja uma condição de saúde, ou seja, independente uma legalidade ou ilegalidade da drogas...A sociedade tem que articular respostas de saúde pública para estar protegendo estas pessoas também.

Finalizando, esta foi mais uma de varias entrevistas feita pelo programa Viva Feliz Sem Drogas com o intuito de levar aos internaltas a informação, pois somente através da comunicação que se podem eliminar os preconceitos criando uma condição favorável de conceitos e formação de opinião.

Ataíde Lemos, autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Novo recomeço


Peço para que pare um instante
E dentro de você ficar a olhar,
Por um momento aproxime diante
De um espelho e fique a te observar.

Veja seu rosto como está desfigurado
Pálido, sujo, em estado lastimável
Volte ao tempo, olhe para teu passado
Quanto era alegre, bonito e saudável.

Um nó apertará a garganta e perdido
Ainda sem palavras para irá dizer a você
Que se arrependeu pelo caminho escolhido.

Digo com toda certeza que possível voltar
Talvez; não ser o mesmo como o de antes
Mas iniciar uma nova história doravante.



Ataíde Lemos

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Deixar as drogas: uma questão de propósito


     Já escrevi vários artigos relatando as dificuldades encontradas por aqueles que se encontram dependentes das drogas para conseguirem vencê-la, como por exemplo, o grau de comprometimento biológico e psíquico- social, enfim, enlaçando toda a questão do histórico do dependente.

     Pois bem, quero levantar um outro pensamento sobre tal dificuldade, enfocando um outro aspecto, que me parece ser algo que também deve ser considerado. É comum conhecermos ex-dependentes que nunca passaram por determinado tratamento e um dia em suas vidas, resolveram e decidiram deixar de fumar, de beber, de usar drogas ilícitas e de fato deixaram. Certamente estes acontecimentos levantam questionamentos sobre as pessoas conseguirem se livrar da dependência e contribuem para manter o preconceito contra os dependentes e mesmo contra as clínicas e comunidades terapêuticas. Enfim, cria-se o tal conceito: se o fulano e o cicrano conseguiram parar, por que tem-se que internar? Isto é, mantem-se o estigma da falta de vergonha.

     Realmente é correto se afirmar:  “O dependente químico ou o alcoólatra  somente pára se ele quiser." Portanto não adianta o pai querer, o tio pedir, a casa dele cair, enfim, nada é capaz de fazer com que a pessoa deixe as drogas se essa vontade não partir dela. É uma decisão pessoal. O que acontece é que devido a determinados fatos, alguns tomam a decisão de parar por conta própria ou então recorrem a tratamentos.

     No caso daqueles que conseguem parar sem ajuda e sem tratamento, a  cura está muito condicionada a sua personalidade, podemos usar como exemplo: há pessoas que dizem: “não vou mais conversar com fulano” e nunca mais conversam! Portanto, há pessoas que dizem: “não faço” ou “faço” e cumprem o prometido.  Enfim, muitos deixam o álcool ou as drogas sem necessitar de nenhum tratamento, por uma determinação pessoal.

     Pois bem, por que então muitos procuram tratamento e poucos conseguem de fato parar? Respondo da seguinte maneira: muitos que procuram entidades e clínicas, no seu íntimo não estão com a convicção deste propósito. Muitos que procuram tratamento vão por questões circunstanciais e momentâneas. Procuram tratamento para agradar à família; para recuperar o organismo; para fugir da polícia ou por motivos de dívidas, enfim, procuram por mil motivos menos o de, de fato, deixarem as drogas ou o álcool. Sendo assim, não vão conseguir mesmo vencer as drogas.

     O trabalho das comunidades terapêuticas e das clínicas é resgatar a auto-estima e trabalhar o emocional, no entanto, isto ocorre  a partir da permissão do paciente, porém sem esta convicção de deixar as drogas ou o álcool, não é possível fazer nada. 

     As clínicas ou tratamentos para dependentes químicos procuram ajudar àqueles que desejam de fato deixar as drogas, proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida. Isto é, ser um suporte emocional resgatando-lhes a força, através de uma análise e um propósito, para que o processo de abstinência não seja tão doloroso, como o que ocorre sem uma ajuda emocional e sem o conhecimento da doença e de suas conseqüências.
   

     Enfim, o pequeno índice de recuperação, se deve também ao fato de ter que haver um verdadeiro propósito daquele que deseja vencer as drogas ou o álcool, somando-se às questões bio-psico-sociais,  levando-se em consideração o histórico da pessoa, mas sobretudo, o seu verdadeiro desejo de parar de usar drogas.

          Revisão:
          Vera Lucia Cardoso

Ataíde Lemos; Poeta e Escritor
Autor dos Livros:
Drogas Um Vale Escuro Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas  

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Meu melhor presente



 
Meu melhor presente 
É ter você presente aqui.
Meu melhor presente 
É novamente sorrir
Por outra vez saber
Que voltou a ser feliz.
 
Meu melhor presente
É ver que ficou pra trás
Todo um triste passado 
Que não desejo mais 
E o tempo levará.
 
Meu melhor presente
É seu sorriso estampado
Após anos amordaçado 
Numa prisão sem fim.
Mas, agora junto a mim
Retorna teus planos.
 
Meu melhor presente
Não tenho como agradecer
Esta felicidade em te ver
Com novos sentimentos
Cheio de bons pensamentos.  


Ataíde Lemos

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Grupos de Apoio as Famílias de Dependentes Químico



Recebo vários e-mails de pessoas com problemas relacionados às drogas. Pessoas que às vezes tem um filho ou um cônjuge dependente, porém não sabem o que fazer e muito menos a quem recorrer. Normalmente, estas pessoas já se encontram co-dependentes em estágios avançados e precisam tanto ajudar seus entes como necessitam de ajuda a si próprios.

A única resposta que tenho como retorno a estes e-mails é pedir que insiram nos grupos de auto ajuda. Que recorram aos órgãos públicos para buscarem orientação, internações ou ainda procurem ajuda profissional. Enfim, para tratar dependência química é fundamental o tratamento conjunto entre o dependente e a família. Pois, a dependência química adoece todo o núcleo. É importante ressaltar que em determinados casos a dependência é conseqüência de uma estrutura emocional anterior a dependência tanto do dependente como da família.

No entanto, o grande problema é que; são poucas as cidades que possuem grupos de mutua ajuda ou há profissionais preparados para dar suporte e tratamento as famílias e portadores de dependência química. Também grande maioria das cidades não tem órgãos públicos preparados para assistirem os familiares corretamente. Em suma, o grande índice de dependência ou a falta de apoio ao tratamento e, conseqüentemente, às recaídas deve-se a falta de entidades civis e públicas de um modo geral. 

Por outro lado, recebo vários e-mails de diversas localidades, onde pessoas relatam a felicidade por terem superado as drogas em seus lares e que sentem vontade em fazer algo voluntariamente nesta área.

Hoje, o problema de dependência ocorre em todas as cidades, no entanto, faltam entidades para assistir familiares, neste sentido, é fundamentais pessoas que conseguiram vencer as drogas se unem somando os esforços e assim, criem entidades de apoio às famílias co-dependentes. Certamente esta atitude colabora tanto no fortalecimento daqueles que passaram por este drama, bem como é uma maneira de retribuírem a graça de terem seus entes recuperados. 

Pessoas podem perguntar; mas como iniciar tal trabalho? Pois bem, há entidades sérias como, por exemplo, o Amor Exigente, a Igreja Católica através da Pastoral da Sobriedade, mas há também inúmeras entidades de tratamentos que possuem grupos de mutua ajuda visando dar assistência às famílias. Sendo assim, o ideal é que, após as pessoas interessadas decidirem fazer algo em prol a esta causa se unam e busquem orientações nas entidades acima citadas ou em outras para formarem núcleos em suas cidades ou mesmo terem informações suficientes para fundarem seus próprios grupos.


Finalizando, é preciso que aqueles os quais passaram por este drama unam-se em prol esta causa, para que possam criar em todas as cidades grupos de auto ajuda para atenderem famílias dando o suporte emocional a elas. Não tenho duvidas que estas iniciativas alavancarão outros movimentos forçando as instituições  públicas darem suas respostas também.


Ataíde Lemos
Autor dos livros Drogas; Um Vale Escuro e Grande Desafio para Familia 
O Amor Vence as Drogas 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Os debates sobre drogas em anos eleitorais



Todo período eleitoral, a maioria dos candidatos independente o cargo postulado levantam a bandeira contra as drogas, seus discursos são: “é preciso dar tratamento para os dependentes químicos e as suas famílias, combater o tráfico de drogas, etc, etc.”

Mostram a realidade das drogas sendo estritamente fieis aos acontecimentos, mostrando-se atualizados a tudo que está ocorrendo em termos das drogas e o sofrimento tanto dos dependentes químicos como os das famílias e a ausência do Estado. Suas plataforma políticas sobre este tema se estende deste o trafico, a demanda, prevenção, ao tratamento a reinserção social. Porém, passa-se a eleição e quando ao chegar o novo pleito observamos que o discurso é o mesmo, no entanto, tudo ficou no mesmo, ou melhor, piorou o quadro. Enfim, o que constatamos é que mais pessoas entraram nas drogas, mais famílias se encontram desprotegidas do Estado em relação ao tratamento de seus entes.

Diante este quadro a resposta que podemos deduzir é que falar em drogas conquista votos, pois hoje existe um enorme desespero da sociedade, de um modo geral, que está na busca de uma solução e quando aparecem políticos com discursos sentimentais, ou seja, vão fazer isto ou aquilo para minimizar esta triste realidade acabam por conquistar votos.

Se fizermos um diagnostico da realidade das drogas e da atuação do Estado, iremos chegar a dados lamentáveis tanto na sua ação junto às famílias como aos dependentes químicos em relação ao apoio e tratamento a elas, bem como sua ação às entidades que atuam nesta área.

Primeiramente, iremos constatar que o numero de centros específicos para tratamentos à dependência química oferecidos pelo Estado é pífio em relação à demanda. Também iremos constatar que sua atuação em termos de ajuda financeira as entidades não governamentais que atuam nesta área é quase que zero, deixando estas instituições praticamente sem condições mínimas necessárias para oferecerem tratamento de qualidade aos seus recuperandos. Enfim, uma total ausência do Estado que vem de muitos anos.

Há 12 anos que atuo nesta área e deste aquele período o ckak já se configurava como uma droga de efeito avassalador, porém se passou uma década e o discurso continua o mesmo, no entanto o que podemos ver é que ela aumentou de forma assustadora.

Durante todos estes anos o que pudemos observar é que, apenas houve Conferências e mais Conferências onde se promoveram vários documentos com diretrizes para se criar redes de proteção às famílias e aos dependentes químicos, porém todas estas diretrizes ficaram e ficam apenas no papel sem serem implementados com raríssimas exceções . Isto é fácil de se constatar quando as famílias procuram atendimentos tanto para elas quanto para seus entes.

Portanto, é necessário ficar atento de quais candidatos surgem os discurso de combate às drogas; observar o que tal candidato que aborta este tema já tem feito durante sua vida pública para minimizar o problema. Pesquisar se tal candidato faz algum trabalho ligado a esta área. Enfim, não ser iludido pelo sentimentalismo que naturalmente nos leva a acreditar em propagandas de campanha.

Ataíde Lemos

Comunidade Terapêutica Jeová Shalom

Gostaria de deixar neste tópico informações para aqueles que tem problemas relacionado às drogas e deseja tratamento.Somos diretores uma entidade para tratamento a dependentes químicos chamada “Comunidade Terapêutica Jeová Shalom”.Já atuamos nesta área de tratamento há quase 12 anos.
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.

· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.

· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.

· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.

· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.

· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.

· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.

Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br

Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira