| A droga inicia como um bem, se instala como uma necessidade e finda como um câncer. Quem não percebe a mentira que é a droga, faz de sua vida uma grande mentira. O Álcool é a porta de entrada para as drogas ilícitas e a porta de saída para a vida. |
Ataíde Lemos |
As drogas são atalhos usados para suprir carências, proporcionar prazer, satisfação... No entanto, de prazerosa leva à uma prisão tornando-se um vale escuro e um grande desafio seja para o usuário dependente quanto para a família superar. Somente o amor pode vencê-la. O amor que cada um deve ter por si mesmo; o amor entre irmãos (sociedade), mas o Amor Maior que é o Amor de Deus para conosco.
Palestras Sobre Drogas
Há 12 anos sou voluntário na área de Dependência Química, atuando no tratamento por meio de Comunidade Terapêutica. Tenho alguns livros publicados “Drogas um vale escuro e grande desafio para família" e "O amor vence as Drogas”, e mais de uma centena de Artigos relacionado a este tema.
Faço palestra sobre Dependência Química. Aqueles que desejarem basta entrar em contato pelo e-mail ataide.lemos@gmail.com
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Frases sobre drogas
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Humildade, aceitação, amor próprio e objetivo de vida
Quatro fatores são fundamentais para aqueles que estão em tratamentos de dependência química e que devem ser refletidos, são eles: humildade, aceitação, amor próprio e objetivo de vida.
Humildade: Não há como entrar num processo de mudança de mentalidade. Não há como trabalhar as emoções, os traumas sem humildade. O fundamento do 1º passo está na humildade em aceitar-se impotente perante a droga e o álcool como também a impotência no controle da vida, ou seja, a humildade é essencial para aquele que se inicia no tratamento, bem como deve manter esta virtude sempre elevada para que a vaidade e o orgulho não o leve a uma recaída.
Aceitação: Aceitação caminha lado a lado com a humildade, ou melhor, é pela aceitação que se mede o grau de humildade. Ao buscar um novo caminho, primeiramente é fundamental aceitar a caminhar nele. Uma pessoa dependente está sem o controle de sua vida emocional e física, sendo assim, é preciso reaprender a adquirir este controle, porém, neste reaprendizado é necessário aceitar ser conduzido. É necessário aceitar que o tratamento o qual está inserido é uma pequena comunidade o qual todos estão ali para crescerem e, para este crescimento é necessário aceitar e integra-se no tratamento; aceitar os recuperandos, aceitar sua condição de doente naquele momento, e que sua doença somente pode ser controlada com seu entendimento de que ela é mais forte que ele, ou seja, ele permanecerá sóbrio segundo a aceitação de que não pode tomar o primeiro gole ou trago, etc.
Amor próprio: Se não gostarmos de nós, quem gostará? A dependência química leva o dependente não gostar-se de si mesmo. Leva-o a acreditar que ele não tem valor algum. É muito comum ouvir este tipo de comentários de dependentes químicos que estão altamente comprometidos com a doença. Portanto é preciso que este estado psicológico seja revertido, isto é, a partir da humildade, da aceitação deve iniciar um processo de crescimento emocional levando o dependente elevar sua auto-estima. Na verdade, uma das características da dependência é a baixa auto-estima.
Amor próprio é olhar para si mesmo e dizer: “eu me amo, eu não posso e não quero continuar a me destruir”. Certamente, para que ocorra amor por si mesmo é necessário reconhecer-se como alguém importante diante aos seus olhos e aos olhos de Deus. O amor próprio somente pode ser adquirido quando cura-se feridas interiores. Quando tem coragem de fazer um inventario e eliminar coisas que se considerava boa, mas que no fundo o levava a destruição.
Objetivo de vida: Sem sonhos, sem um objetivo de vida nós enquanto Seres humanos ficamos vulneráveis a cair na armadilha do momento, nas armadilhas dos sentimentos. No caso do dependente químico que está sem a droga, certamente, abre-se um vazio existencial pela falta da droga. Neste sentido, ele precisa preencher este vazio e isto se dá também através de seus objetivos de uma vida melhor, de uma vida sem droga.
Quando sabemos onde estamos, o que queremos para nós e onde queremos chegar, certamente, nossas energias são canalizados e acabamos por preencher nossos espaços vazios. Enfim, para alguém que deseja vencer as drogas é essencial que ele tenha projetos de vida e trace metas para conquistá-los.
No livro Drogas um vale escuro e grande desafio para família dou continuidade sobre este assunto e outros mais, para adquiri-lo basta entrar em contato.
Ataíde Lemos
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Superação
Sempre há tempo para se aprender
E jamais deixar de buscar a superação
Não há nada que nos impede de viver
Quando não se entrega ao medo e a solidão.
Nenhuma limitação pode impedir-nos de sonhar
Apenas aquela que deixamos nos dominar
A qual se encontra em nossa própria mente
Quando acreditamos não haver como seguir em frente.
Quando desejamos vencer e superar nossos limites
Todas as forças que precisamos para ser vencedores
Está na vontade e humildade em acreditar que existe.
A grande vitória que alguém ao superar os limites deixa
É seu exemplo para que outros também possam seguir
Sua conquista torna-se modelo para tantos que estão a desistir.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Tratamento a dependentes químico via comunidade terapêutica
Gostaria de fazer algumas colocações – segundo meu entendimento – contribui para que uma pessoa que seja dependente químico consiga encontrar a “cura”, por meio de Comunidade Terapêutica. Coloquei cura entre aspas por entender que dependência química não há cura definitiva, mas sim, um estado de sobriedade.
Pois bem, normalmente, uma Comunidade Terapêutica, o tratamento se dá baseada num tripé; Espiritualidade, Laborterapia e Reuniões de Grupos.
Este tripé proporciona o recuperando trabalhar seu biológico, seu emocional e por fim, seu Eu, enquanto um Ser místico.
Outro dado importante a se ressaltar é que Comunidades Terapêuticas, via de regra, evita o tratamento através de medicamentos fármacos, por entender, que nestes casos o que se está fazendo é; trocando uma droga por outra, no entanto, há casos que são necessários, porém são acompanhados por profissionais da saúde.
Laborterapia: a laborterapia tem como fundamentos à eliminação das drogas existente no organismo, bem como, iniciar um processo de reeducação biológica, haja vista que normalmente os dependentes químicos acabam criando hábitos que causa tanto uma disfunção psicológica quanto biológica. Ainda é necessário frisar que a laborterapia provoca ocupação física e mental, proporcionando o recuperando cansaço e por conseqüência, reorganizar seu sono e não ocupar a mente para fique pensando na sua vida de drogadição.
Espiritualidade: todo Ser humano necessita encontrar determinadas respostas para si que somente pode ser encontrada por meio da espiritualidade, ou seja, é fundamental que haja um desenvolvimento espiritual, pois é através da espiritualidade que as pessoas passam a direcionar a vida, se relacionar consigo mesmo e com os outros. É por meio da espiritualidade que as pessoas se abrem a buscar suas curas físicas e emocionais. Enfim, o desenvolvimento espiritual leva as pessoas a mudarem seus relacionamentos interpessoais se abrindo para uma nova dimensão de vida. Em suma, para o sucesso tanto da laborterapia como das reuniões de grupos é fundamental haver este desenvolvimento espiritual.
Reunião de grupos: pois bem, devemos analisar as reuniões de grupos abordando três aspectos fundamentais, ou seja, a questão psicológica, filosófica e educacional. Psicológica; para a construção de um presente visando um novo futuro é necessário reavaliar a vida e os comportamentos, isto é, o dependente precisa se conhecer, precisa superar seus traumas, suas deficiências emocionais, seus complexos de superioridade e inferioridade e isto se dá por meio da psicologia. Filosófica; depois de se conhecer e aprender a trabalhar seu emocional é fundamental construir uma nova filosofia de vida, não dá para ser diferente continuando no mesmo, ou seja, é necessário passar a ter uma nova visão de mundo, um novo perfil de futuro é isto se dá por meio de questionamentos e buscas. Toda relação com um novo que o dependente começa a construir está relacionada à filosofia de vida. Por fim, o terceiro aspecto é a educação, ou seja, é necessário conhecer o que é dependência química, como a doença inicia quais são seus sintomas, o que ela causa tanto no organismo englobando o sistema nervoso central como no psíquico.
Como podemos observar, o tratamento químico é complexo. No tripé que foi colocado no inicio exige uma total entrega do recuperando ao tratamento. Muitas vezes o fracasso se dá pela não sintonia deste tripé estabelecido. Porém, quando o recuperando está com firme propósito em deixar as drogas ou o álcool procurando assumir todas as etapas e todos os pontos básicos do tratamento não tem como fracassar, ou seja, ele consegue vencer as drogas.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O Estado é mercenário em relação às drogas
Li uma matéria hoje (05/01/2011) no site da UOL, e não me contive em escrever este artigo. A manchete da noticia é: “Novo ministro da Justiça apóia discussão sobre descriminalização do uso de drogas”. Na minha opinião o Estado é mercenário, ou seja, tudo que for possível se fazer para que entre mais dinheiro nos cofres públicos o governo faz, independente se é para o bem da sociedade ou não, no entanto, que seja bom para os cofres públicos, a fim de, que aumente o faturamento para a corrupção.
Esta realidade fica muito nítida quando observamos de como o governo age em relação às drogas lícitas (álcool e tabaco). O governo sobretaxas estes produtos, arrecadando valores altíssimos em impostos, no entanto, é muito tímida sua ação quando o caso é promover leis para restringir as publicidades dos mesmos como também dar atendimento aos que adoecem. Uma Lei para conter a publicidade leva anos para ser aprovada e isto quando ocorre.
Como colocado acima, o Estado não faz quase nada quando o caso é tratamento. Todos aqueles que tem problemas com álcool na família, conhece muito bem. Infelizmente, há pouquíssimas clínicas públicas para tratamento de álcool e as organizações não governamentais, em sua grande maioria não recebem verbas públicas para atenderem seus pacientes. Quando o assunto é tabaco, a situação é a mesma. Todos sabemos que grande parte daqueles que adquirem câncer é proveniente do cigarro, no entanto, este tipo de tratamento é muito obsoleto, ou seja, poucos são as cidades de atendem este tipo de doença. No entanto, o governo pensa apenas em lucrar com as drogas lícitas, sem compromisso em reverter grande parte dos impostos destas drogas para promover a saúde dos que acometem doenças provenientes do uso. Em suma, as empresas e o Estado lucram bilhões e a sociedade fica com o ônus do tratamento e do caos social proveniente das drogas.
O governo agora pretende trazer para discussão pública a descriminalização das drogas ilícitas. É interessante que esta vontade surge a partir dos fatos que vem ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro, ou seja, a partir do momento que o Estado começa um desmonte dos traficantes, parece que deseja entrar no negocio, pois, já que está diminuindo a concorrência, porque não lucrar com isto, já que as pessoas não vão parar mesmo de usar drogas? Enfim, o governo, com uma discussão demagógica procura incitar a sociedade para aceitar o consumo de drogas ilícitas sem se importar com o problema maior que é a questão de saúde e da desestrutura social e familiar que as drogas provocam visando apenas lucrar com os altos impostos, pois, certamente taxará tais drogas com a mentira que tais taxas é para promover a saúde dos dependentes.
As entidades de saúde e sociais que atuam nesta área sejam aquelas que trabalham na prevenção ou as que promovem tratamentos e também as entidades religiosas precisam ficar atentas com a manobra que o Estado procura fazer, pois para ele, não importa os efeitos das drogas em termos de saúde ou mesmo social, mas sim, os bilhões que entrarão nos cofres públicos para enriquecerem com maior caixa para a corrupção.
Ataíde Lemos
Poeta e escritor
domingo, 2 de janeiro de 2011
A violência das drogas e sua legalização
Gostaria de abordar um tema sobre as drogas e a violência gerada tanto pelo tráfico quanto aquela que ocorre pelo seu consumo e a sua legalização.
Uma das bandeiras levantadas por aqueles que defendem sua legalização, está na violência que a ilegalidade provoca, porém, não pelo seu consumo, mas sim, pelo tráfico, ou seja, a droga gera muitas mortes, alicia muito jovem e adolescente ao mundo do crime. Estes são os argumentos pelos defensores da legalização.
No entanto, com o que está havendo na cidade do Rio de Janeiro em relação à ação do Estado junto aos traficantes este argumento – violência gerada pelo tráfico – começa a cair por terra, pois até o presente momento, podemos observar que este tipo de violência diminuiu sistematicamente nas principais regiões dominadas pelos traficantes. Lugares estes que haviam uma enorme violência devido ao tráfico de drogas.
Por outro lado, sabemos que nem os consumidores de drogas e nem os dependentes químicos deixaram de fazer seu uso, ou seja, a violência que ela provoca devido ao seu consumo se mantém. Violência que está na família, nas comunidades, no trânsito, etc. A violência que desestabiliza a sociedade e, por conseguinte, a todos e o qual o Estado não tem como exercer uma ação em curto prazo, mas somente a médio e longo tempo trabalhando efetivamente para a diminuição da demanda por meio de projetos de prevenção e também na ação imediata oferecendo tratamento aos dependentes químicos e na contínua tarefa de combater o tráfico de drogas.
A violência que as drogas provocam devido ao seu consumo é infinitamente superior e mais prejudicial à sociedade que a provocada pelo tráfico, haja vista, que a violência provocada pelo consumo destrói a família que por, consequencia, vai degradando toda uma sociedade ao longo do tempo, destruindo valores essenciais e fundamentais para a dignidade humana. Ceifando adolescentes e jovens, bem como, destruindo toda uma sociedade em seus valores culturais, sociais e espirituais.
Outro fato importante a se destacar está na imposição por meio de leis para diminuir a violência das drogas, isto somente não funciona, mas sim, uma imposição somando com trabalhos de educação, ou seja, leis apenas não funcionam se não haverem projetos de nível educacional para a formação e conscientização da gravidade que são as drogas e a responsabilidade que deve haver ao ingerir drogas lícitas como o álcool e o tabaco. Um exemplo clássico e recente que se pode citar sobre a violência provocada pelo consumo da droga licita (álcool) é a lei denominada Lei Seca. Está evidenciado que, embora, foi feito um grande marketing em sua implantação, não fez com que os motoristas parassem de ingerir álcool e pegar no volante, pois, aquele que bebe e não tem responsabilidade ou aquele que tem problemas de alcoolismo continua a pegar o carro embriagado. É notória a quantidade de mortes que estão sendo provocados pela mistura de álcool e volante.
Finalizando, a discussão da legalização das drogas ilícitas a despeito da violência que ela provoca sobre a ótica do trafico acaba de ser derrubada quando observamos que esta violência diminuiu sistematicamente no Rio de Janeiro, no entanto a violência provocada pelo seu consumo continua num estado crescente, por isto, não a sua legalização.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Para conhecer meus livros acessar
http://www.ataide.recantodasletras.com.br/livros.php
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A guerra das drogas deu uma trégua.
Muitas pessoas estão felizes com o que houve no complexo do Alemão e tantas outras comunidades em relação à intervenção do Estado na cidade do Rio de Janeiro, acabando com o reduto dos traficantes. Realmente, foi um golpe dado a eles que mandavam naquelas comunidades e também acabando com o poderio deles.
Porém é importante saber que toda esta realidade que se criou de paz transparente é uma situação provisória, por uma razão muito simples, ou seja, destruiu, desmontou, desarticulou estes donos do trafico, mas infelizmente, surgirão novos traficantes, pois se eliminou os que vendiam as drogas, mas os usuários e dependentes continuam a existir e continuarão, portanto, outros traficantes surgirão para manter seus prazeres e dependências.
É importante, olhar para esta realidade voltando a alguns fatos do passado, inclusive que ocorreu no Rio em relação ao jogo do bicho. Muitos bicheiros foram presos, outros morreram e pergunto: acabou o jogo do bicho? Certamente que não, pois muitos são viciados em jogos e não deixam de fazerem suas fezinhas. Mas, o interessante é nunca mais se falou neles, como se tivessem acabado com a jogatina.
Em relação às drogas é a mesma situação e ainda pior, ou seja, há muitos usuários de drogas que tem grande poder aquisitivo. Há muitos políticos, empresários, artistas que continuarão usando drogas e pagarão o preço que o mercado exigir para manter seu uso. Com a queda de muitos traficantes a cotação da droga triplicará estimulando muitos empresários a investir neste negocio ilícito suscitando novos traficantes.
Como este comercio ressurgirá não há como prever. Em que Estados firmarão suas bases também não da para saber, mas algo sabe, ou seja, ela ressurgirá, pois como os usuários e dependentes continuarão e há muitos empresários que gostam de lucros fáceis e há muitos policiais e pessoas do poder público que se corrompem com facilidade.
O grande trabalho do Estado é minimizar no máximo o quadro de violência que o trafico produz, ou seja, é fundamental que o Estado trabalhe para que adolescentes não sejam novamente recrutados tornando soldados dos novos traficantes que surgirão. É necessário que o Estado intervenha promovendo políticas de saúde, sociais, cultural para esta população de risco afastando-as o máximo do pode dos traficantes. Não há duvida que a situação do Rio de Janeiro tornou-se insustentável devido ao descaso do Estado, que preferiu compactuar com o crime através de sua omissão.
Ataíde Lemos
domingo, 28 de novembro de 2010
A violência das drogas
Quando vejo as cenas do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, não consigo deixar de ficar perplexo ao ver tantos jovens entrando neste caminho, seja como aviões, sejam como soldados dos traficantes. Jovens que são escudos dos donos do tráfico. Jovens que as imagens mostram são pobres, moram em barracos vivendo sem o mínimo de conforto defendendo a criminalidade. Jovens entre seus 15 a 30 anos que na maioria das vezes são de famílias desestruturadas e que não conseguem discernir com racionalidade as conseqüências de suas ações diante a criminalidade.
São jovens que tem como heróis os vilões e bandidos da sociedade. São jovens usados como escudos humanos pelos grandes traficantes e odiados pela sociedade por se apresentarem e praticarem as barbáries através do comando de seus superiores. Jovens que enveredam por caminhos que tem como fim; a morte precoce, o anonimato e alegria da sociedade pela tranqüilidade que causa a cada tombamento de um.
Não quero defender estes jovens, mas não dá para ficar omisso ao ver que muitos destes entram nesta vida pela ausência do Estado, pela falta de oportunidades, pela ostentação do luxo na miséria, pelo vicio e que muitas vezes são ocasionados pela omissão tanto do Poder público quanto da sociedade.
Muitos podem dizer; mas há tantos que sofrem deste mesmo mal e caminham por outros caminhos que não o da criminalidade. Pois bem, é bem verdade que muitos não trilham estes caminhos e ainda bem que são a maioria, no entanto, isto não pode ser desculpa para sombrear todas as mazelas proporcionadas pela ausência do Estado e pela omissão da sociedade que tem grande parte de responsabilidade e ainda dizer que para os empresários das drogas e para os usuários da classe alta eles são necessários.
As drogas alimentam a classe alta, ou seja, na grande maioria os chefões do tráfico são aqueles que não usam drogas, que moram nas regiões mais cara dos Estados, possuidores de jatinhos sendo pessoas acima de qualquer suspeita. Muitos barões que financiam as drogas são políticos, são altos executivos que usam testas de ferro nas comunidades carentes para aliciarem soldados e organizarem as venda e o consumo de drogas. Também é preciso dizer que os grandes consumidores de drogas moram nos condomínios de luxo espalhado por todo o País. São também os grandes executivos, políticos, artistas e jovens da alta sociedade.
Em suma, é impossível imaginar que a violência em relação às drogas terminará e que muitos jovens não serão aliciados pelos traficantes, formando batalhões para defender a criminalidade e sendo ceifados em plena juventude, pois a droga é fonte de lucro e prazer sendo comercio interessante para muitos, e na outra ponta, é também uma fonte de votos para os políticos que sempre usam das desgraças para promoverem.
Em suma, o que observamos é que a luta contra as drogas não é de interesse político, nem dos grandes empresários das drogas e muitos menos da maioria dos consumidores da alta sociedade, pois as baixas serão apenas da sociedade carente sejam por invasões do Estado matando crianças, adolescentes, ou seja, pessoas inocentes e de bem em suas comunidades como eliminando os soldados rasos, que são vitimas tanto do Estado quantos dos traficantes.
Ataíde Lemos
Poeta e escritor
sábado, 27 de novembro de 2010
Soldados do tráfico
Jovens marcados para morrer Com AR 15, sentem-se protegidos. São pobres em fantasias iludidos Acreditando-se que não há nada a perder. Em cada esquina um novo soldado recrutado Por traficantes que em sonhos os enganam Pelas drogas ilícitas são tragados Após dependentes os criminosos os alienam. Soldados empunhando armas nas mãos Que vêem seus barões como heróis E em tenra idade são tombados ao chão. Soldados do tráfico, aliciados pela mentira Por aqueles que os constroem semeando a ira Na ilusão que o crime é nobre. |
| Ataíde Lemos |
Entrevista Jorge Alves - Redução de Danos
Durante um período produzi e apresentei um programa de rádio intitulado “Viva Feliz Sem Drogas”, nesta oportunidade fiz varias entrevistas, muitas delas transcrevi para colocar em meu site.
A que apresento abaixo é de um amigo que hoje mora no andar de cima, que vale a pena ser lida por trazer informações importantes sobre a política de Redução de danos, que ainda precisa ser mais trabalhado, explorada e implantada em relação a política sobre drogas.
O programa Viva Feliz Sem Drogas entrevistou nesta semana (15/04/07) Jorge Alves, que atua como Redutor de Danos no Rio de Janeiro, também faz parte de varias organizações não governamentais como Associação Brasileira de Redução de Danos (ABORDA) e ainda varias outras entidades. É fundador e criador do fórum internacional de hepatite, ocupando atualmente uma cadeira no Conselho Estadual Antidrogas (CEAD) do Rio de Janeiro.
Jorge Alves, na sua juventude conheceu as drogas acabando mergulhando nelas e adquirindo como conseqüência algumas patologias como AIDS, hepatite. Isto o motivou engajar-se neste trabalho de prevenção e conscientização dos usuários de drogas como agente redutor de danos, evitando assim que, aqueles que não conseguem ou não querem parar com o uso não adquirem tais patologias como também ser um porta voz destes usuários para que a sociedade os reconheçam como cidadãos. Pois o fato de serem usuários de drogas ilícitas não os torna pessoas de segunda classe perdendo sua cidadania.
O tema especifico da entrevista foi a política governamental sobre Redução de Danos que é regulamentada no artigo 6º da Lei Sobre Drogas. Porém segundo Jorge a sociedade ainda é carente de informações sobre o que é Redução de Danos, e assim, acaba-se criando alguns preconceitos em relação a esta política confundindo os agentes redutores de danos como incentivadores ao uso de drogas. Enfim, confundir esta política que é governamental como apologia as drogas.
Aqui estão transcritos alguns pontos principais da entrevista
Jorge Alves – Redução de Danos (RD) é uma estratégia de saúde pública que tem como objetivo de reduzir a disseminação de agentes infecciosos como HIV, hepatites virais, doenças sexualmente transmitidas (DST) além de outros danos a saúde provocados por substancias psicoativas independentes sejam elas licitas ou ilícitas... A estratégia de Redução de danos iniciou no Condato de Roniston por volta de 1926 para conter um surto de hepatite, reapareceu por volta dos anos 70 na Holanda, onde alguns usuários de drogas já se organizavam para lutar por políticas mais tolerantes. Na década de 80 com o advento da AIDS a Redução de Danos retorna como estratégia de saúde para conter o avanço do vírus, também das hepatites e as DST. Atualmente a RD se preocupa em encaminhar aos serviços de saúde pessoas que fazem uso de drogas para fazerem testagem de HIV, hepatites e DST, também para terem noções de cidadania e direitos humanos e ainda fazem distribuição de materiais de prevenção que são os kits de redução de danos.
PVFSD – Como a RD é vista pelo governo e pela sociedade?
Jorge Alves – A RD esta inclusa no capitulo 6º da Lei Sobre Drogas... Na verdade há três maneiras para lidar com a questão das drogas. A primeira é a redução da oferta, que é trabalho polícia; a segunda é a redução da demanda que seriam as campanhas educativas para evitar o consumo e verificou-se que mais de 70% dos usuários não conseguiam ou não queriam parar de usar. Então foi elaborada uma resposta social de saúde publica para evitar que esta população venha ser infectada por estas patologias...
Quanto à sociedade ela carece ainda de informação sobre este assunto. Se você falar que um indivíduo vai chegar num local para fazer uma distribuição de seringas para evitar a disseminação da Aids, hepatites algumas pessoas podem confundir isto como incentivo ao uso, mas não é. Já foi visto que é muito mais barato para o governo e para as pessoas prevenir do que depois ter que tratar destas pessoas doentes – Até mesmo porque são doenças muito graves. Eu senti isto na pele e adotei isto como missão de vida, que é, lutar contra esta disseminação entre esta população usuária de drogas. Apesar de ser uma política governamental ainda há muita gente infelizmente que considera erroneamente a estratégia de Redução de Danos como um incentivo ou uma coisa assim... Ela surgiu depois que o Brasil tornou-se signatário universal dos direitos humanos.
PVFSD – Considerações finais.
Jorge Alves – As colocações finais que poderia dizer é algo que abrange o lado dos direitos humanos. No caso especifico da RD a própria consciência ética nos coloca num horizonte um tanto sinistro, pois, quando uma sociedade não reconhece o direito de uma pessoa que faz uso de drogas ilícitas, significa dizer que esta sociedade do ponto de vista ética está afirmando que umas pessoas são mais cidadãs que outras, portanto, a condição de cidadão passa a ser secundário em relação aos usuários de drogas ilícitas... No entanto, os usuários de álcool e de tabaco não têm sua cidadania negada na mesma intensidade do que os usuários de drogas ilícitas, simplesmente, porque fazem uso de drogas socialmente aceitas, ainda que, a dependência seja uma condição de saúde, ou seja, independente uma legalidade ou ilegalidade da drogas...A sociedade tem que articular respostas de saúde pública para estar protegendo estas pessoas também.
Finalizando, esta foi mais uma de varias entrevistas feita pelo programa Viva Feliz Sem Drogas com o intuito de levar aos internaltas a informação, pois somente através da comunicação que se podem eliminar os preconceitos criando uma condição favorável de conceitos e formação de opinião.
Ataíde Lemos, autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
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Comunidade Terapêutica Jeová Shalom
Gostaria de deixar neste tópico informações para aqueles que tem problemas relacionado às drogas e deseja tratamento.Somos diretores uma entidade para tratamento a dependentes químicos chamada “Comunidade Terapêutica Jeová Shalom”.Já atuamos nesta área de tratamento há quase 12 anos.
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.
· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.
· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.
· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.
· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.
· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.
· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.
Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br
Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.
· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.
· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.
· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.
· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.
· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.
· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.
Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br
Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira




