As drogas são atalhos usados para suprir carências, proporcionar prazer, satisfação... No entanto, de prazerosa leva à uma prisão tornando-se um vale escuro e um grande desafio seja para o usuário dependente quanto para a família superar. Somente o amor pode vencê-la. O amor que cada um deve ter por si mesmo; o amor entre irmãos (sociedade), mas o Amor Maior que é o Amor de Deus para conosco.
Palestras Sobre Drogas
Há 12 anos sou voluntário na área de Dependência Química, atuando no tratamento por meio de Comunidade Terapêutica. Tenho alguns livros publicados “Drogas um vale escuro e grande desafio para família" e "O amor vence as Drogas”, e mais de uma centena de Artigos relacionado a este tema.
Faço palestra sobre Dependência Química. Aqueles que desejarem basta entrar em contato pelo e-mail ataide.lemos@gmail.com
quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Combater as drogas
Assistia o Fantástico ontem (29/04/2012), quando uma matéria sobre as drogas sintéticas me chamou atenção e deixou-me preocupado, pois cada vez, torna-se mais difícil o combate às drogas, deixando a sociedade vulnerável ao seu consumo, tornando-se o seu combate uma tarefa árdua e sem sucesso.
A matéria do Fantástico relata que; “Substâncias criadas em laboratório que imitam o efeito das drogas já conhecidas. Mas como possuem uma fórmula recém criada, ainda não estão na lista de entorpecentes. E por isso não são combatidas. Um site inglês oferece dezenas de tipos dessas novas drogas sintéticas. É um site de vendas como outro qualquer. Você escolhe a mercadoria, como uma que diz provocar os mesmos efeitos do ecstasy. Depois preenche seus dados e eles prometem fazer a entrega em até 20 dias úteis por correio em qualquer parte do mundo.”
A partir do momento que se fabricam drogas sintéticas que produzem os mesmos efeitos das drogas naturais ilícitas, abre-se uma porta para diversas outras drogas de livre consumo, pois, para serem relacionadas como drogas ilícitas pelos órgãos do governo precisa-se de um longo tempo. Portanto, até que este processo ocorra varias outras estão sendo criadas e comercializadas legalmente.
Em suma, torna-se fundamental o trabalho de prevenção. Faz-se necessário uma prevenção tanto para que diminua a demanda do consumo, no sentido de se não se consumir a drogas pelas suas conseqüências, mas sobretudo, diminuir a demanda por uma melhoria da qualidade de vida dos adolescentes, dos jovens que pertençam às faixas etárias que fazem parte do grupo de risco ao consumo de drogas.
Que adianta um trabalho sistemático contra o ckak! se há uma droga sintética licita que possui efeitos semelhantes a ele? Ou seja, sem um trabalho sistemático preventivo para diminuição da demanda, será sempre o cachorro correndo atrás do gato, e o gato no muro provocando o cachorro.
É sabido que a entrada nas drogas ilícitas é consequencia das licitas, ou seja, normalmente, o adolescente, o jovem começa consumi-las após já ser consumidor de álcool, por isto, faz-se necessário um trabalho preventivo e sistemático em relação às bebidas alcoólicas. Uma prevenção promovida pelo Estado, mas também pelas famílias. Neste sentido, a família tem seu papel de fundamental importância no retardamento do consumo de álcool pelos filhos.
A repressão ao tráfico de drogas ilícitas é necessária e essencial, no entanto, tem pouco efeito na diminuição do consumo se a demanda é grande. Se tiver as drogas licitas que possibilitem obter os mesmos efeitos das ilícitas e podem ser comercializadas normalmente.
Portanto, sem uma política de prevenção as drogas nas escolas; sem uma política de prevenção às drogas promovida pelo Estado atuando conjuntamente com as entidades, culturais, esportivas, sociais civis e governamentais que estimulem os jovens buscarem obterem uma vida saudável sem drogas; sem uma política de prevenção às drogas do Estado e dos municípios através das Assistências Sociais, que deem suporte as famílias desestruturadas, dificilmente se conseguirá a diminuição da demanda das drogas pelos adolescentes e jovem as drogas e o combate a ela, por meio da repressão ao tráfico serão apenas medidas paliativas com resultados ineficazes.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
segunda-feira, 5 de março de 2012
Dependentes e seus familiares no tratamento
Gostaria de abordar um tema que é muito delicado, mas infelizmente, é corriqueiro ocorrer com os dependentes químicos quando estão em tratamento nas comunidades terapêuticas que é; o abandono de seus familiares.
É natural – porém, não justificável – que os familiares acabam-se desgastando com seus entes dependentes que se adoecem a tal ponto de não se importarem mais com eles, ou seja, acabam abandonando-os, como se eles não fizessem mais parte da família.
O tratamento de um dependente químico se dá através da participação da família, ou seja, para que de fato, um dependente consiga manter sobriedade é fundamental contar com o apoio de seus familiares, bem como é essencial para os familiares participarem do tratamento de seu ente, pois eles também estão doentes, e como toda doença, para que atinja sua cura é preciso que todos os órgãos afetados sejam tratados. Portando, não basta que o dependente esteja numa clinica em tratamento se seus familiares não estejam inseridos também nele.
O que muitas vezes, vemos ocorrer é que a família ao colocar seu ente numa clinica, esquece dele lá. É como se estivesse tirando um peso de seus ombros transferindo-os para a instituição. Em muitos casos, elas sentem se aliviadas, pois sabem que na entidade eles estão sendo cuidados, ou seja, não estão jogados nas ruas, não estão dando preocupações. Estão sendo bem alimentados, etc., esquecendo que na instituição é por um período transitório, isto é, um dia ele sairá de lá e voltará para as ruas e tudo recomeçará de novo se de fato não estiverem sóbrios.
A grande maioria dos dependentes que dão entrada nas comunidades terapêuticas – instituições mais pobres – ocorre através da assistência social do município; entidades civis de acolhimento, por indicação de pessoas caridosas. Ou seja, estes dependentes já estão descartadas pela família, e naqueles casos onde a família que procura internação, parte delas só aparece na entidade para internar depois desaparecem. Sendo assim, é um trabalho árduo o tratamento deles, pois lhes falta o essencial que é a presença dos familiares.
Durante muitos anos, atuando no tratamento de dependentes químicos, o dia mais triste era o dia da visita dos familiares, pois, na maioria das vezes, nem 10% dos internos recebiam visita. Ou seja, no único dia que a família tinha para visitar e dar força para seu ente internado ela não comparecia.
Ainda é preciso dizer, que no estatuto, no regimento da maioria das comunidades terapêuticas, há uma norma que exige a participação da família no tratamento. Este comparecimento é para que ela saiba como está o processo de recuperação de seu ente, para participarem de palestras sobre co-dependência. Há também uma norma que exige que a família participe de algum grupo de mutua ajuda, no entanto, a imensa maioria delas, não participa. Então, as instituições ficam num dilema, ou dispensam os recuperando cuja família não cumpra tais normas, ou os mantém em tratamento. Muitas delas, optam por mantê-los, pois o amor por eles, sobressai ao regulamento.
Enfim, é fundamental que as famílias de dependentes químicos, não permitam que a doença os faça tornar-se frias a ponto de abandonar seus entes doentes (dependentes químicos), pois esta atitude já é um sinal claro que de elas estão doentes também. É importante frisar que a cada internação deve-se brotar uma esperança, ainda que possam ser varias internações. Cada dia é um novo dia, e cada momento é momento novo. Também é importante, que as famílias não veja uma instituição de tratamento como algo que vai dar ao seu ente mais dignidade ou proporcionar uma tranqüilidade para ela. Evidentemente, é infinitamente melhor estar numa clinica do que estar nas ruas, passando frio, fome, se drogando e a tensão da má noticia a qualquer hora, porém, é fundamental que a família participe do tratamento de seu ente. É importante que a família se insira no tratamento, para que possa curar de sua co-dependência que há.Uma doença tão grave quanto à própria dependência.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Autor do livro "O Amor Vence as Drogas"
Adquira o seu entrando em contato
sábado, 3 de março de 2012
Independentes e dependentes de Deus
Por mais que somos seres independentes, isto é, temos o direito sobre nossos atos, tendo uma liberdade aparentemente plena, percebemos que ao longo da vida a realidade não acontece bem assim.
Nossas atitudes nem sempre são construídas por motivações livres, na grande maioria, sempre somos pressionados por certas carências afetivas; certos impulsos momentâneos e varias outras situações que embora, sejam feitas com nossa permissão, são motivadas e impulsionadas por fatores internos ou externos existentes no individuo ou influenciado por fatores sociais e várias outras circunstancias.
A partir do momento que amadurecemos espiritualmente, começamos enxergar uma nova realidade, tendo assim, uma nova percepção desta realidade que certamente, aos poucos vai abrindo nossos olhos, fazendo-nos enxergar que não somos tão livres como costumamos imaginar, pelo contrario, nossa liberdade acaba por nos aprisionar.
A pessoa humana, por mais que possa não perceber ou procure ignorar, é dotada de uma espiritualidade que o transcende. O que comumente ocorre é não darmos conta disto, ou então, procuramos ignora-la buscando em outras explicações justificativas por não ter esta concepção intrínseca do Ser Espiritual o qual somos. Talvez isto esteja relacionado à falta de uma formação espiritual, de uma formação cultural, de educação...
Sem querer ofender a pessoa do dependente químico, mas uma das características desta doença é o egocentrismo, muito acentuado nestas pessoas, que leva a uma outra qualidade negativa, de ser também extremamente orgulhosa, pois, é comum vermos tais dependentes químicos, que embora, vivam precisando sempre de outros o orgulho não os deixam verem, assim, vivem voltados para si mesmos e, certamente, isto o levam terem dificuldades em admitirem a presença de um Poder Superior, o qual possam entregarem-se inteiramente.
Por mais que em determinados casos o dependente químico manifeste sua crença, devido a tais características da dependência, torna-se difícil e complicado a aceitação. Há uma frase que muito se fala quando aborda a espiritualidade e se confirma ao longo do tempo; “Se não vai pelo amor, acaba indo pela dor” .Em muitos casos, muitos dependentes acabam aproximando-se de Deus e descobrindo a força e a existência deste Poder Superior, quando estão vivenciando momentos difíceis em suas vidas; quando se encontram encurralados não tendo mais a quem pedir socorro.
Na dependência química, isto não é diferente, quando se depara entre a vida e a morte onde as argumentações, as explicações não se justificam mais. Quando se encontra em desespero é que o dependente abaixa a guarda se entrega nas mãos Dele. Embora, não seja uma decisão livre e plena este gesto, esta atitude é de humildade.
Nestes momentos ocorrem verdadeiros milagres e aí, muitos sem reservas, têm a coragem de dizer em alto e bom tom, que foi salvo pela graça e pela misericórdia não pelos méritos, pois, a própria condição de vida anteriormente impossibilita resquícios de vaidade, de orgulho e de egoísmo diante esta manifestação de Deus, ou seja, somos dependentes de Deus.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Internação involuntária para dependência química III
Assisti uma reportagem no Jornal Nacional, onde falava sobre o problema sério das drogas. Nesta matéria um Juiz e também um ex-dependente comentam sobre a internação obrigatória. Nos dois casos eles dizem ser favorável a ela e fazem comentários de que funciona, ou seja, o ex-dependente diz que hoje está em sobriedade graças à internação involuntária. Já o Juiz, relata ser desumano ver alguém morrendo e o Estado, manter-se imune sem fazer nada. Só que ele relata que o dependente além de estar se suicidando, está prejudicando a sociedade com a sua dependência, transparecendo uma questão de ordem pública.
Novamente entro neste tema, por acreditar que há uma indução em querer passar para a sociedade que a internação involuntária cura o dependente, ou seja, estão tentando induzir que a questão não é o dependente querer se curar, mas sim, colocar ele numa entidade forçadamente que ele vai curar-se. Enfim, estão querendo passar para a sociedade algo que vai contra a própria natureza humana, isto é, na imensa maioria das doenças, o tratamento, a cura passa pelo desejo do paciente. Este é conceito básico de saúde.
Por experiência, trabalhando com dependentes químicos por mais de 15 anos, não concordo que a internação involuntária é o caminho para que alguém se recupere de uma doença gravíssima cuja tem complicações de ordem biológica, psicológica e social. Ou seja, não vai ser uma internação forçada e contra a vontade do paciente que irá faze-lo aderir um processo terapêutico da proporção que é doença “dependência química”.
Voltando as matérias veiculadas onde um ex-dependente afirma que após a internação involuntária está recuperado, é importante frisar que ele relatou que era sua 25ª internação. Ou seja, este ex-dependente, já possui um estagio avançado de conhecimento sobre dependência, que certamente, o ajudou conseguir manter a sobriedade. A matéria não comentou, mas certamente, esta pessoa foi obrigada a se internar por alguma razão forçada. A partir, dos vários processos de recuperação que ele tenha passado colaborou para que nesta ultima internação, atingisse de fato uma condição para manter-se sóbrio.
Já no caso do Juiz, evidentemente na sua fala, transpareceu estar preocupado com o jovem se drogando nas ruas e com os problemas que ele causa para a sociedade. No entanto, leva a entender um total desconhecimento quanto ao processo de tratamento da dependência química. Enfim, a sua fala é mais em relação à questão social do que de saúde.
Por diversas vezes, escrevi artigos sobre a não eficácia do tratamento compulsório obrigatório para dependência química, pois, uma instituição para manter um dependente químico em tratamento obrigatório, precisa ter uma metodologia rígida e violenta. Uma violência em relação aos fármacos, que compromete psiquiatricamente o paciente. Além do que, não vai resolver, pois ele saindo da clinica voltará usar drogas novamente, como também é preciso frisar que um tratamento obrigatório vai contra os Direitos Humanos e contra a ética médica.
Por fim, a questão em si, não é internar obrigatoriamente, mas dar condições para que as famílias, que os dependentes tenham entidades para o tratamento, o que não há. O importante, é que o Estado, leve a sério o problema das drogas e não use esta desgraça como palanque eleitoral, como faz todos os anos eleitorais. O importante, é que o Estado olhe para as 90% das entidades civis que atuam nesta área e dê a elas condições através de recursos financeiros, recursos humanos e treinamentos para que de fato elas possam, cada vez mais, atender um maior numero de dependente como também melhorar a qualidade de seus tratamentos.
Não duvidas que entidades mais preparadas, com recursos financeiros irão convencer muitos dependentes químicos procurarem tratamento para sua doença de maneira espontânea e assim, conseguirem de fato saírem das drogas. Ou seja, grande maioria das entidades que atuam no tratamento possui a linguagem adequada para persuadir um dependente e convence-lo a se tratar, no entanto, elas precisam de recursos, de treinamento. Enfim, quando de fato o Estado deixar de fazer demagogia com este assunto e sentar com as entidades e todos que atuam nesta área e criar políticas sérias, certamente, pode-se ter um avanço no que tange ao tratamento destes doentes que na maioria das vezes, nem se dão conta que estão doentes e precisa-se tratarem.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Embaixador da Paz
Autor do livro " O amor Vence as Drogas"
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Como vencer as drogas mantendo-se a sobriedade
Acredito que o conhecimento que se tem em relação ao mal que a droga provoca biologicamente; o conhecimento da dependência em termos psico-social , a força de vontade que deve existir dentro do dependente através de um retrospecto da vida antes e após uso (as perdas após consumo), são fatores essenciais para fortalecer em não fazer seu uso. Somente o dependente pode vencê-la, esta vitória ocorre a partir do momento que o dependente comece a viver só por hoje, ou seja, por hoje não vou usar drogas; por hoje vou me amar mais; só por hoje vou buscar mais a presença de Deus; só por hoje vou viver mais minha família e por ai em diante... "só por hoje". Mesmo sabendo que a droga é uma droga perigosa, procurar por um lado teme-la, mas por outro, não vivê-la, isto é, procurar construir uma qualidade de vida. Procurar preencher os espaços físicos e emocionais vazios que surgem constantemente na no dia a dia com coisas saudáveis e colocar cada dia nas Mãos de Deus. É fundamenta também Procurar participar de grupos de ajuda tanto na internet quanto em sua cidade, ajudando as pessoas através de sua história de vida, isto é também uma maneira de superar as suas fissuras. Há doenças que os medicamentos são fármacos há outros que é o remédio está dentro de cada um. Enfim, procurar tirar do psicológico a prioridade que é a droga e colocar em seu lugar outras prioridades, por fim, viva um dia de cada vez.
Ataíde Lemos
Poeta e escritor
Se desejar saber mais sobre este tema convido adquirir o livro O Amor Vence as Drogas. Entre em contato
sábado, 15 de outubro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
O desafio para tratar-se um dependente químico
As pessoas são subjetivas, ou seja, cada um, é cada um, porém, o tratamento para dependência química em grupo segue uma metodologia coletiva, isto é, um tratamento igual para todos.
Alguns parâmetros precisam ser considerados antes de se questionar o tratamento que são: as características da doença e o propósito de quem procura um tratamento.
Alguns parâmetros precisam ser considerados antes de se questionar o tratamento que são: as características da doença e o propósito de quem procura um tratamento.
Ø Características da doença:
É preciso levar em consideração que a doença da dependência química é bio-psico-social. Isto significa dizer, que ela é ao mesmo tempo uma doença que provoca disfunções orgânicas, psicológicas e tem também consequencias sociais para aquele que contrai a dependência.
Quanto à questão psicológica seus efeitos influenciam no comportamento. Influem na construção novos traços na personalidade (alguns dizem, defeitos de caráter), que leva o dependente a ter uma nova visão de mundo, de sociedade. Visão esta que vai contra certos valores, princípios de convívio social tendo perdas sociais e uma disfunção psicológica e ainda, é preciso ressaltar que estas mudanças também são sintomas provocados pela dependência, ou seja, pela necessidade de drogar-se.
Portanto, seus efeitos e mudança de comportamento, segundo meu ponto de vista, é um dos fatores mais complexos para busca de um tratamento e para sua manutenção no mesmo.Muitos dependentes acabam buscando tratamento por questões sociais e biológicas, no entanto, como seu psicológico não está preparado não permanecem. O índice de pessoas que abortam o tratamento chega a quase 90%. Há dependentes que entram e saem no mesmo dia de uma clínica, outros permanecem uma, duas semanas e quando aperta a crise de abstinência não resistem. Já alguns até ficam 2, 3 meses, mas como não conseguem trabalhar o psicológico acabam abortando alegando vários motivos.
Ø Propósito
O propósito está muito ligado a questão psicológica, ou seja, não tem como se manter num tratamento sem vontade. Pois, ninguém faz o que não deseja. Não há como exigir de uma pessoa mudança de vida, de comportamento se ela não quer.
Na maioria dos casos conversando com dependentes em recuperação eles são claros ao dizerem; “agora eu quero, já internei varias vezes, mas na verdade em nenhuma delas eu quis recuperar”, “eu me internei para livrar de uma situação lá fora”, “me internei para dar uma recuperada biológica, pois andava muito doente e quis dar um tempo”. Enfim, estes e tantos outros argumentos ouço de muitos que buscam tratamento. Isto é, não existe o propósito de uma mudança de vida, ou melhor, de deixar as drogas de verdade. Portanto, para estes, não deixarão as drogas mesmo.
Pois bem, partindo das colocações acima, sou contrariamente a internação involuntária, por acreditar que se alguém, não quer se tratar não há como força-la, pois o dependente pode até se internar, mas não permanecerá na instituição, e ainda é preciso levar em consideração que esta pessoa colocará em risco aqueles que de fato estão a fim de tratamento de verdade.
Muitos podem dizer: “Mas o que fazer com aqueles que não querem tratar-se?” Ou “Como fazem os familiares destes dependentes que não querem trata-se?” Acredito que para os pais o fundamental é procurar ajuda profissional ou participações em grupos de mutua ajuda. Não adianta questionar, lamentar-se sem ter atitude de procurar orientações, informações e tratamentos também, pois, grande maioria dos pais estão doente juntamente com seus entes, a doença da coodependencia.
Para os jovens dependentes que estão se drogando e não querem se tratar é preciso que haja entidades governamentais e da sociedade cível que tenham projetos que levem estes dependentes buscarem tratamento de forma voluntária, ou seja, projetos direcionados a aqueles que são dependentes e que não se deram conta que precisam trata-se.
O que a sociedade precisa cobrar do Poder público são projetos neste sentido, ou seja, casas de acolhimentos onde haja equipes interdisciplinares que visam os dependentes que estão nas ruas que não querem se tratar poderem através de abordagem de acolhidas e ao mesmo tempo de informações promoverem a consciência neles da dependência, e assim, que este desejo for manifestado ter entidades para os encaminharem. O que vemos hoje são jovens desejando internação para o tratamento e o Poder público sem ter como encaminha-los devido ao descaso as entidades de tratamento.
Ataíde Lemos
Poeta e escritor
terça-feira, 28 de junho de 2011
Um dos males das drogas é a questão referente às classes sociais
Sou um defensor contra a legalização das drogas, por trabalhar com dependentes químicos em tratamentos. Por ver e ler o mal que elas provocam tanto para aquele que faz uso, como indiretamente a família e a sociedade. Enfim, as drogas destroem o homem e a sociedade. Acredito que esta posição é também da imensa maioria daqueles que atuam na área de prevenção e de tratamento a dependentes químicos.
Muitas vezes se usa o discurso de que algumas drogas são leves e poderiam ser legalizadas e assim questionam: se tais drogas como, por exemplo, a maconha não pode ser legalizada, por que o álcool e o tabaco que são drogas lícitas altamente prejudiciais, até mais que algumas ilícitas são liberadas? Para esta indagação, tenho apenas uma única resposta: não há como controlar uma droga utilizada por mais de 90% da sociedade e o tabaco que também possui um alto percentual de fumantes. É inviável, é utopia querer torná-las ilícitas.
Por outro lado, tal questionamento é incoerente e serve como base para a não liberação da maconha e outras ilícitas, haja vista, que se as licitas fazem este grande estrago na saúde das pessoas e da sociedade, por que liberar as outras? Sendo que seus consumidores são uma parcela pequena da sociedade? A maconha não atinge 8 % de usuários, a cocaína, menos de 4%, ou seja, se um governo não pode controlar este uso é melhor pegar o boné e pedir demissão ou renunciar.
Enfim, este é um fato que se constata o porque sou contra a legalização das drogas, além do que, é preciso levar em consideração do interesse que está por trás em querer a legalização da maconha, pois, é apenas o inicio da legalização das outras drogas.
Quando se diz que a droga provoca violência, ninguém questiona este fato. No entanto, é preciso ressaltar que a violência das drogas não está apenas na questão do tráfico, mas também no consumo, ou seja, como ela altera a consciência, muitos sobre seus efeitos acabam provocando um grande índice de violência. Mas uma vez, devemos analisar as drogas licitas, o consumo de álcool é responsável por um numero expressivo de mortes fúteis e a violência domestica. Portanto, a questão da violência provocada pelas drogas é relativa.
No entanto, meu objetivo é também entrar num outro aspecto, que me causa indignação, ou seja, a maneira diferenciada de interpretação da Lei sobre drogas pelas autoridades os quais tratam os usuários e dependentes químicos . Infelizmente, vemos que o grande problema da ilegalidade das drogas, não está nela em si (drogas), mas nas classes sociais que as usam. Isto é, os pobres são tratados completamente diferentes dos das classes A em relação à Lei sobre Drogas.
Dias atrás uma manchete de mídia dizia: “A policia prendeu mais um traficante de drogas”. Pois bem, fiquei atento para a matéria; ao ouvir a noticia tinha o seguinte conteúdo: “A policia militar prende um traficante, com ele foram pegos 4 buchas de maconha e uma quantia de R$ 5,00”. Seria cômico se o desfecho deste pobre usuário ou dependente não fosse trágico. Enfim, um usuário, no mínimo da classe pobre, é considerado traficante porque estava com 4 cigarros de maconha e R$ 5,00 reais (dinheiro do tráfico) e os bacanas da Zona Sul. Os filhos dos da classe A são pegos com kilos de maconha, de cocaína e não passam de usuários. É muito triste observarmos que é assim que ocorre, ou seja, o problema da ilicitude das drogas está relacionado aos da classe pobre. Estes sim, são violentados em seus direitos, tendo punições além da Lei.
Temos lido na imprensa que o governo do Rio de Janeiro vai abordar os usuários de drogas que estiverem consumindo ckac nas vias públicas e interná-los compulsoriamente para desintoxicação, ai fica o pergunta: todos serão internados? Os filhos dos da classe A que estiverem se drogando nas vias publicas serão internados? Pois, usuários de ckac, somente se conhecem suas identidades após averiguação. Será que os pais da classe A, os quais terão seus filhos apreendidos pela policia serão obrigados internarem seus filhos usuários de ckak para desintoxicação?
Em suma, é preciso acabar com esta hipocrisia e tratar as pessoas iguais. A Lei precisa ser igual para todos, acabando com o preconceito e a discriminação dos usuários de drogas das classes menos desfavorecidas economicamente dando tratamentos desiguais aos usuários de drogas, segundo suas classes sociais.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Autor dos livros: O Amor Vence as Drogas
Drogas, um vale escuro e grande desafio para família
Autor dos livros: O Amor Vence as Drogas
Drogas, um vale escuro e grande desafio para família
domingo, 19 de junho de 2011
Interesses pela legalização da maconha
Tenho lido, assistido varias matérias relacionadas à liberação das drogas. Primeiramente, FHC fazendo sua defesa a liberação da maconha e parece que ela já lhe rendeu benefícios, pois recentemente o STF, deu sua resposta ao permitir passeatas em favor dela ao entender que, não autorizar, está se ferindo o direito de liberdade de expressão, ou seja, estamos caminhando para que alguns líderes liderados por FHC começam a formar opinião quanto sua liberação.
Algo que me surpreende e me deixa apreensivo é ver que as mídias de grandes expressões têm entrado também neste interesse, pois, estão se destacando e enfatizando em suas matérias jornalísticas falas daqueles que são favoráveis a sua liberação. O que também me surpreende é o silencio da maioria contraria, ou talvez, ela não esteja tendo o espaço nas mesmas mídias para defender a não liberação.
É importante ressaltar que proibição do uso da droga (maconha) não é uma decisão filosófica, etc, mas é uma decisão política em comum acordo com a questão de saúde pública, ou seja, sua proibição está relacionada aos malefícios de seu uso. Como exemplo, se é constatado que um medicamento (droga) produz muitos efeitos colaterais a ANVISA, proíbe a produção e a venda, ou seja, da mesma forma, a maconha é proibida seu uso devido vários efeitos colaterais em seus usuários e inclusive a dependência. É preciso dizer que seus efeitos colaterais estendem também a família e a sociedade. Ainda ressalto que as conseqüências do uso desta droga, não se restringe ao biológico e psíquico, mas também efeitos sociais. Enfim, é uma droga classificada como perigosa pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Porém, ao que me parece o interesse nesta legalização tem alguns interesses, pois somente isto seria o motivo para procurar mobilizar a sociedade induzindo-a pedir mudanças na Lei. Vejamos algumas:
1. Financeiro: Não é de desconhecimento de ninguém que as drogas movimentam milhões e milhões e que estes recursos não retornam em impostos. Evidentemente, seria mais um excelente tributo que rechearia o caixa do Estado, independente as conseqüências de saúde pública que seu uso proporcionaria. Ainda temos que levar em consideração que muitas empresas na área farmacológica lucrariam com sua liberação. Enfim, sua liberação tem interesses financeiro
2. Interesse social: Todos nós sabemos que o maior consumo de drogas é da classe social de melhor poder aquisitivo. Na verdade, quem sustenta o tráfico de drogas e quem os mantém não são os pobres das favelas ou dos subúrbios, mas sim, os engravatados dos grandes edifícios, da Zona sul do Rio e de outras capitais do Brasil. São os políticos, os artistas, os grandes empresários, etc. Sendo assim, eles também procuram fazer seus lóbis para que esta droga seja liberada.
3. Político: Evidentemente defender causas produzem benefícios políticos e financeiros, principalmente, aquelas que há uma imensa maioria interessada que se beneficiarão caso seja implementadas, tem retornos políticos. Não há duvidas que esta é uma estratégia usadas por políticos inteligentes, ou seja, assume-se uma bandeira para formar opinião e assim, obtém retornos tanto político como financeiros pelas empresas que também lucrarão muito.
Enfim, a sociedade precisa estar atento e se acordar, pois é isto que parece estar ocorrendo nesta campanha bem orquestrada e montada por alguns lideres como FHC e outros. Lideres estes que estão nos Três Poderes e que muitos estão sendo financiados por grupos empresariais e políticos.
É necessário que as entidades que atuam nesta área, a comunidade cientifica relacionada a saúde esteja a tenta a esta manobra que se procura fazer e também manifestar suas posições para este movimento que, digo de passagem, não está preocupado com a saúde pública, mas sim, interesses pessoais ou de grupos disseminando esta idéia e venhamos a legalizar a maconha, pois depois dela será para a legalização da cocaína e assim por diante.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
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Comunidade Terapêutica Jeová Shalom
Gostaria de deixar neste tópico informações para aqueles que tem problemas relacionado às drogas e deseja tratamento.Somos diretores uma entidade para tratamento a dependentes químicos chamada “Comunidade Terapêutica Jeová Shalom”.Já atuamos nesta área de tratamento há quase 12 anos.
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.
· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.
· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.
· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.
· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.
· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.
· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.
Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br
Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.
· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.
· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.
· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.
· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.
· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.
· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.
Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br
Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira





