Palestras Sobre Drogas

Há 12 anos sou voluntário na área de Dependência Química, atuando no tratamento por meio de Comunidade Terapêutica. Tenho alguns livros publicados “Drogas um vale escuro e grande desafio para família" e "O amor vence as Drogas”, e mais de uma centena de Artigos relacionado a este tema.


Faço palestra sobre Dependência Química. Aqueles que desejarem basta entrar em contato pelo e-mail ataide.lemos@gmail.com


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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Como vencer as drogas mantendo-se a sobriedade



                                Acredito que o conhecimento que se tem em relação ao mal que a droga provoca biologicamente; o conhecimento da dependência em termos psico-social , a força de vontade que deve existir dentro do dependente através de um retrospecto da vida antes e após uso (as perdas após consumo), são fatores essenciais para fortalecer em não fazer seu uso. Somente o dependente pode vencê-la, esta vitória ocorre a partir do momento que o dependente comece a viver só por hoje, ou seja, por hoje não vou usar drogas; por hoje vou me amar mais; só por hoje vou buscar mais a presença de Deus; só por hoje vou viver mais minha família e por ai em diante... "só por hoje". Mesmo sabendo que a droga é uma droga perigosa, procurar por um lado teme-la, mas por outro, não vivê-la, isto é, procurar construir uma qualidade de vida. Procurar preencher os espaços físicos e emocionais vazios que surgem constantemente na no dia a dia com coisas saudáveis e colocar cada dia nas Mãos de Deus. É fundamenta também Procurar participar de grupos de ajuda tanto na internet quanto em sua cidade, ajudando as pessoas através de sua história de vida, isto é também uma maneira de superar as suas fissuras. Há doenças que os medicamentos são fármacos há outros que é o remédio está dentro de cada um. Enfim, procurar tirar do psicológico a prioridade que é a droga e colocar em seu lugar outras prioridades, por fim, viva um dia de cada vez.

Ataíde Lemos 
Poeta e escritor 

                  Se desejar saber mais sobre este tema convido adquirir o livro O Amor Vence as Drogas. Entre em contato

domingo, 11 de setembro de 2011

O desafio para tratar-se um dependente químico



As pessoas são subjetivas, ou seja, cada um, é cada um, porém, o tratamento para dependência química em grupo segue uma metodologia coletiva, isto é, um tratamento igual para todos.

Alguns parâmetros precisam ser considerados antes de se questionar o tratamento que são: as características da doença e o propósito de quem procura um tratamento.

Ø      Características da doença:

É preciso levar em consideração que a doença da dependência química é bio-psico-social. Isto significa dizer, que ela é ao mesmo tempo uma doença que provoca disfunções orgânicas, psicológicas e tem também consequencias sociais para aquele que contrai a dependência.

Quanto à questão psicológica seus efeitos influenciam no comportamento. Influem na construção novos traços na personalidade (alguns dizem, defeitos de caráter), que leva o dependente a ter uma nova visão de mundo, de sociedade. Visão esta que vai contra certos valores, princípios de convívio social tendo perdas sociais e uma disfunção psicológica e ainda, é preciso ressaltar que estas mudanças também são sintomas provocados pela dependência, ou seja, pela necessidade de drogar-se.

Portanto, seus efeitos e mudança de comportamento, segundo meu ponto de vista, é um dos fatores mais complexos para busca de um tratamento e para sua manutenção no mesmo.Muitos dependentes acabam buscando tratamento por questões sociais e biológicas, no entanto, como seu psicológico não está preparado não permanecem. O índice de pessoas que abortam o tratamento chega a quase 90%. Há dependentes que entram e saem no mesmo dia de uma clínica, outros permanecem uma, duas semanas e quando aperta a crise de abstinência não resistem. Já alguns até ficam 2, 3 meses, mas como não conseguem trabalhar o psicológico acabam abortando alegando vários motivos.


Ø      Propósito

O propósito está muito ligado a questão psicológica, ou seja, não tem como se manter num tratamento sem vontade. Pois, ninguém faz o que não deseja. Não há como exigir de uma pessoa mudança de vida, de comportamento se ela não quer.

Na maioria dos casos conversando com dependentes em recuperação eles são claros ao dizerem; “agora eu quero, já internei varias vezes, mas na verdade em nenhuma delas eu quis recuperar”, “eu me internei para livrar de uma situação lá fora”, “me internei para dar uma recuperada biológica, pois andava muito doente e quis dar um tempo”. Enfim, estes e tantos outros argumentos ouço de muitos que buscam tratamento. Isto é, não existe o propósito de uma mudança de vida, ou melhor, de deixar as drogas de verdade. Portanto, para estes, não deixarão as drogas mesmo.

Pois bem, partindo das colocações acima, sou contrariamente a internação involuntária, por acreditar que se alguém, não quer se tratar não há como força-la, pois o dependente pode até se internar, mas não permanecerá na instituição, e ainda é preciso levar em consideração que esta pessoa colocará em risco aqueles que de fato estão a fim de tratamento de verdade.

Muitos podem dizer: “Mas o que fazer com aqueles que não querem tratar-se?” Ou “Como fazem os familiares destes dependentes que não querem trata-se?” Acredito que para os pais o fundamental é procurar ajuda profissional ou participações em grupos de mutua ajuda. Não adianta questionar, lamentar-se sem ter atitude de procurar orientações, informações e tratamentos também, pois, grande maioria dos pais estão doente juntamente com seus entes, a doença da coodependencia.

Para os jovens dependentes que estão se drogando e não querem se tratar é preciso que haja entidades governamentais e da sociedade cível que tenham projetos que levem estes dependentes buscarem tratamento de forma voluntária, ou seja, projetos direcionados a aqueles que são dependentes e que não se deram conta que precisam trata-se.

O que a sociedade precisa cobrar do Poder público são projetos neste sentido, ou seja, casas de acolhimentos onde haja equipes interdisciplinares que visam os dependentes que estão nas ruas que não querem se tratar poderem através de abordagem de acolhidas e ao mesmo tempo de informações promoverem a consciência neles da dependência, e assim, que este desejo for manifestado ter entidades para os encaminharem. O que vemos hoje são jovens desejando internação para o tratamento e o Poder público sem ter como encaminha-los devido ao descaso as entidades de tratamento.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor  

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um dos males das drogas é a questão referente às classes sociais



Sou um defensor contra a legalização das drogas, por trabalhar com dependentes químicos em tratamentos. Por ver e ler o mal que elas provocam tanto para aquele que faz uso, como indiretamente a família e a sociedade. Enfim, as drogas destroem o homem e a sociedade. Acredito que esta posição é também da imensa maioria  daqueles que atuam na área de prevenção e de tratamento a dependentes químicos.

Muitas vezes se usa o discurso de que algumas drogas são leves e poderiam ser legalizadas e assim questionam: se tais drogas como, por exemplo, a maconha não pode ser legalizada, por que o álcool e o tabaco que são drogas lícitas altamente prejudiciais, até mais que algumas ilícitas são liberadas? Para esta indagação, tenho apenas uma única resposta: não há como controlar uma droga utilizada por mais de 90% da sociedade e o tabaco que também possui um alto percentual de fumantes. É inviável, é utopia querer torná-las ilícitas.

Por outro lado, tal questionamento é incoerente e serve como base para a não liberação da maconha e outras  ilícitas, haja vista, que se as licitas fazem este grande estrago na saúde das pessoas e da sociedade, por que liberar as outras? Sendo que seus consumidores são uma parcela pequena da sociedade? A maconha não atinge 8 % de usuários, a cocaína, menos de 4%, ou seja, se um governo não pode controlar este uso é melhor pegar o boné e pedir demissão ou renunciar.

Enfim, este é um fato que se constata o porque sou contra a legalização das drogas, além do que, é preciso levar em consideração do interesse que está por trás em querer a legalização da maconha, pois, é apenas o inicio da legalização das outras drogas.

Quando se diz que a droga provoca violência, ninguém questiona este fato. No entanto, é preciso ressaltar que a violência das drogas não está apenas na questão do tráfico, mas também no consumo, ou seja, como ela altera a consciência,  muitos sobre seus efeitos acabam provocando um grande índice de violência. Mas uma vez, devemos analisar as drogas licitas, o consumo de álcool é responsável por um numero expressivo de mortes fúteis e a violência domestica. Portanto, a questão da violência provocada pelas drogas é relativa.

No entanto, meu objetivo é também entrar num outro aspecto, que me causa indignação, ou seja, a maneira diferenciada de interpretação da Lei sobre drogas pelas autoridades os quais tratam os usuários e dependentes químicos . Infelizmente, vemos que o grande problema da ilegalidade das drogas, não está nela em si (drogas), mas nas classes sociais que as usam. Isto é, os pobres são tratados completamente diferentes dos das classes A em relação à Lei sobre Drogas.

Dias atrás uma manchete de mídia dizia: “A policia prendeu mais um traficante de drogas”. Pois bem, fiquei atento para a matéria; ao ouvir a noticia tinha o seguinte conteúdo: “A policia militar prende um traficante, com ele foram pegos 4 buchas de maconha e uma quantia de R$ 5,00”. Seria cômico se o desfecho deste pobre usuário ou dependente não fosse trágico. Enfim, um usuário, no mínimo da classe pobre, é considerado traficante porque estava com 4 cigarros de maconha e R$ 5,00 reais (dinheiro do tráfico) e os bacanas da Zona Sul. Os filhos dos da classe A são pegos com kilos de maconha, de cocaína e não passam de usuários. É muito triste observarmos que é assim que ocorre, ou seja, o problema da ilicitude das drogas está  relacionado aos da classe pobre. Estes sim, são violentados em seus direitos, tendo punições além da Lei.

Temos lido na imprensa que o governo do Rio de Janeiro vai abordar os usuários de drogas que estiverem consumindo ckac nas vias públicas e interná-los compulsoriamente para desintoxicação, ai fica o pergunta: todos serão internados? Os filhos dos da classe A que estiverem se drogando nas vias publicas serão internados? Pois, usuários de ckac, somente se conhecem suas identidades após averiguação. Será que os pais da classe A, os quais terão seus filhos apreendidos pela policia serão obrigados internarem seus filhos usuários de ckak para desintoxicação?

Em suma, é preciso acabar com esta hipocrisia e tratar as pessoas iguais. A Lei precisa ser igual para todos, acabando com o preconceito e a discriminação dos usuários de drogas das classes menos desfavorecidas economicamente dando tratamentos desiguais aos usuários de drogas, segundo suas classes sociais.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Autor dos livros: O Amor Vence as Drogas
Drogas, um vale escuro e grande desafio para família 

domingo, 19 de junho de 2011

Interesses pela legalização da maconha



Tenho lido, assistido varias matérias relacionadas à liberação das drogas. Primeiramente, FHC fazendo sua defesa a liberação da maconha e parece que ela já lhe rendeu benefícios, pois recentemente o STF, deu sua resposta ao permitir passeatas em favor dela ao entender que, não autorizar, está se ferindo o direito de liberdade de expressão, ou seja, estamos caminhando para que alguns líderes liderados por FHC começam a formar opinião quanto sua liberação.

Algo que me surpreende e me deixa apreensivo é ver que as mídias de grandes expressões têm entrado também neste interesse, pois, estão se destacando e enfatizando em suas matérias jornalísticas falas daqueles que são favoráveis a sua liberação. O que também me surpreende é o silencio da maioria contraria, ou talvez, ela não esteja tendo o espaço nas mesmas mídias para defender a não liberação.

É importante ressaltar que proibição do uso da droga (maconha) não é uma decisão filosófica, etc, mas é uma decisão política em comum acordo com a questão de saúde pública, ou seja, sua proibição está relacionada aos malefícios de seu uso. Como exemplo, se é constatado que um medicamento (droga) produz muitos efeitos colaterais a ANVISA, proíbe a produção e a venda, ou seja, da mesma forma, a maconha é proibida seu uso devido vários efeitos colaterais em seus usuários e inclusive a dependência. É preciso dizer que seus efeitos colaterais estendem também a família e a sociedade. Ainda ressalto que as conseqüências do uso desta droga, não se restringe ao biológico e psíquico, mas também efeitos sociais. Enfim, é uma droga classificada como perigosa pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Porém, ao que me parece o interesse nesta legalização tem alguns interesses, pois somente isto seria o motivo para procurar mobilizar a sociedade induzindo-a pedir mudanças na Lei. Vejamos algumas:

1. Financeiro: Não é de desconhecimento de ninguém que as drogas movimentam milhões e milhões e que estes recursos não retornam em impostos. Evidentemente, seria mais um excelente tributo que rechearia o caixa do Estado, independente as conseqüências de saúde pública que seu uso proporcionaria. Ainda temos que levar em consideração que muitas empresas na área farmacológica lucrariam com sua liberação. Enfim, sua liberação tem interesses financeiro

2. Interesse social: Todos nós sabemos que o maior consumo de drogas é da classe social de melhor poder aquisitivo. Na verdade, quem sustenta o tráfico de drogas e quem os mantém não são os pobres das favelas ou dos subúrbios, mas sim, os engravatados dos grandes edifícios, da Zona sul do Rio e de outras capitais do Brasil. São os políticos, os artistas, os grandes empresários, etc. Sendo assim, eles também procuram fazer seus lóbis para que esta droga seja liberada.

3. Político: Evidentemente defender causas produzem benefícios políticos e financeiros, principalmente, aquelas que há uma imensa maioria interessada que se beneficiarão caso seja implementadas, tem retornos políticos. Não há duvidas que esta é uma estratégia usadas por políticos inteligentes, ou seja, assume-se uma bandeira para formar opinião e assim, obtém retornos tanto político como financeiros pelas empresas que também lucrarão muito.

Enfim, a sociedade precisa estar atento e se acordar, pois é isto que parece estar ocorrendo nesta campanha bem orquestrada e montada por alguns lideres como FHC e outros. Lideres estes que estão nos Três Poderes e que muitos estão sendo financiados por grupos empresariais e políticos.

É necessário que as entidades que atuam nesta área, a comunidade cientifica relacionada a saúde esteja a tenta a esta manobra que se procura fazer e também manifestar suas posições para este movimento que, digo de passagem, não está preocupado com a saúde pública, mas sim, interesses pessoais ou de grupos disseminando esta idéia e venhamos a legalizar a maconha, pois depois dela será para a legalização da cocaína e assim por diante.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Legalização da Maconha



O cigarro (tabaco) possui uma grande quantidade de elementos químicos e já está provado cientificamente que todos que estão ao lado de um fumante acabam inalando os elementos, ou seja, é um fumante passivo, tanto que se tem criado Leis visando coibir fumar em locais fechados. No entanto, estes tipos de Leis não funcionam, pois é impossível fiscalizar. Pois bem, o tabaco é uma droga licita e assim, o fumante se desejar fumar 1, 2, 3, 5 maços por dia ele pode, pois não há restrição.

O álcool também é uma droga licita que provoca varias doenças. Para ela não restrição quanto beber passivamente, no entanto, sabemos o mal que ela causa tanto para o usuário dependente quanto para família e a sociedade. Sem duvida, o álcool é uma das piores drogas existentes, porque degrada o dependente, destrói a família e a sociedade e não há cura. Tornar-se um dependente é morrer e matar as pessoas aos poucos. No entanto, é uma droga que pode se beber a vontade, ou seja, se uma pessoa quiser tomar um tonel de álcool por dia não há nenhum problema.

Também é preciso ressaltar que o País gasta milhões e milhões de reais conseqüente das doenças causadas por estas duas drogas licitas. Gasta no tratamento do câncer derivado do tabaco e do álcool e tantas outras de ordem psíquicas causadas indiretamente por estas drogas.

Fiz este comentário inicial para falar sobre a maconha, uma droga ilícita que tem causado destaque na mídia e até representações judiciais para que procure liberar seu consumo. Como também coloquei acima, a licitude de uma droga dá o direito de consumir a vontade e sem moderação, mesmo que o Estado tente impedi-lo com Leis e normas. Enfim, não há como limitar o consumo.

Abaixo estão citados os efeitos da maconha:

Principais efeitos


Os efeitos causados pelo consumo da maconha, bem como a sua intensidade, são os mais variáveis e estão intimamente ligados à dose utilizada, concentração de THC na erva consumida e reação do organismo do consumidor com a presença da droga.

Os efeitos físicos mais freqüentes são avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia (elevação dos batimentos cardíacos, que sobem de 60 - 80 para 120 - 140 batidas por minuto).

Com o uso contínuo, alguns órgãos, como o pulmão, passam a ser afetados. Devido à contínua exposição com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória. Além disso, por absorver uma quantidade considerável de alcatrão presente na fumaça de maconha, os usuários da droga estão mais sujeitos a desenvolver o câncer de pulmão.

O consumo da maconha também diminui a produção de testosterona. A testosterona é um hormônio masculino responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozóides. Portanto, com a diminuição da quantidade de testosterona, o homem que consome continuamente maconha apresenta uma capacidade reprodutiva menor.

Os efeitos psíquicos são os mais variados, a sua manifestação depende do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção do tempo e espaço além de um prejuízo na memória e latente falta de atenção.

Em longo prazo o consumo de maconha pode reduzir a capacidade de aprendizado e memorização, além de passar a apresentar uma falta de motivação para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano. (Por Eliene Percília Equipe Brasil Escola.). Ainda há dados científicos relatando que o uso da maconha pode causar esquizofrenia e também desencadear doenças psiquiátricas em pessoas que tem predisposição a alguma doença mental.

Pois bem, com a proibição do uso da maconha seu consumo é limitado, haja vista que o usuário tem que tomar os devidos cuidados para que não seja pego por autoridades policiais. No entanto ela sendo licita terá seu consumo em alta escala, e também não só os usuários, mas todos que estiverem próximos a eles, pois haverá os fumantes passivos também. Repito, a partir da droga liberada não há como ter controle sobre seu uso, mesmo que se tente passar isto para a sociedade. Se hoje, procura-se a todo custo reduzir o numero de fumantes, porque liberar a maconha, sendo que suas conseqüências são ainda mais graves do que o tabaco? Pois além das complicações orgânicas – como o tabaco – ainda há os efeitos psíquicos e sociais.

As pessoas, a sociedade não pode ser induzida ao erro por aqueles que lucrarão com sua legalização (Estado e outros). Não podem ser induzidos por aqueles que fumam maconha, ou simplesmente por aqueles que são papagaios dos ideólogos favoráveis a sua legalização. É preciso ouvir os profissionais da área de saúde. É preciso ouvir as entidades que atuam no tratamento as drogas. É necessário estar atendo vários segmentos. Enfim, é preciso entender que uma droga não se torna ilegal simplesmente por vontade de alguns, mas pelas comprovações de seus efeitos seja naquele que usa ou para toda sociedade de um modo geral. Hoje dizemos que a pior droga existe é o álcool e uma das razões porque é licita, amanhã poderemos dizer que a pior droga que há é a maconha, pela mesma razão; pense nisto.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Drogas IV




Drogas IV

 A droga chega de forma sorrateira
Fazendo da tristeza falsa alegria
Surge como inocente brincadeira
Anestesia a dor e provoca euforia.

E assim, ela vai te possuindo
Cada vez mais o corpo é dominado
Até que organismo fica exigindo
Deixa-te complemente aprisionado.

De prazer , torna-se necessidade
A alegria, transforma-se em tormentos
Rouba-te a paz, tira-te e a liberdade
Alienando-te, destruindo os sentimentos.

Ela leva tudo que a vida te deu
Faz contigo como jogo de dominó
Destrói tua família, fecha-te saídas
Envolvendo-te em emaranhado nó.

Não faça de tua vida uma aventura
Não queiras jogar  com a sorte
Pois, viverás eternas noites escuras
Que certamente o levará-te a morte. 

Ataíde Lemos
poeta e escritor

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Pense:



Deixar as drogas exige mais que admissão de impotência perante ela, mas admissão de filosofia de vida.

A droga é uma das armas mais poderosa usada pelo tentador para destruir o homem, a família e a sociedade. Por isto, o tratamento também tem a necessidade de ser espiritual, para que o dependente possa tirar deste mal um grande bem para sua vida. 

Ataíde Lemos
Poeta e escritor 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Internação de dependentes adotada pela Cidade do Rio de Janeiro


Assisti ontem (26/05/2011) uma matéria no Jornal Nacional, onde a Prefeitura do Rio de Janeiro vai internar os dependentes químicos que ficam se drogando na cidade. Para os leigos ou familiares que tenham seus filhos nas ruas se drogando pode parecer ser um alivio ou uma medida que veio tarde. Pois, ela vem empacotada de um recheio gostoso, ou seja, o governo diz que vai interná-los para tratamento. Porém, acredito que a imensa maioria daqueles que atua nesta área ficou indignada com a medida e sou uma destas.

Pois bem, qualquer pessoa que atua nesta área sabe que não há tratamento involuntário. Quantos noticiários se têm de entidades que para manter seus pacientes dependentes involuntariamente usam de disciplina rígidas e até mesmo de violência? Quantas entidades que para manter uma pessoa internada involuntariamente mantém seus pacientes dopados 24 horas? Com esta medida agora não serão as entidades sociais privadas que usarão destes expedientes, mas sim o Estado.

Não quero com este comentário me solidarizar com os dependentes que não querem se tratar, ou ir contra os familiares que vivem esta situação, mas sim, como alguém que conhece esta realidade, não posso omitir minha posição, por trabalhar a mais de 13 anos no tratamento de dependentes químicos e ter ciência da grande mentira que a prefeitura do Rio está passando para a sociedade.

Há muitas maneiras de se trabalhar o tratamento de dependentes químicos sem usar do expediente que estão propondo como, por exemplo, dar atenção às famílias que tem dependente químico; dar apoio às entidades que atuam nesta área tanto na abordagem de dependentes nas ruas como as que dão tratamentos. Criar hospitais dias (HD) para atender dependentes químicos, ou seja, há muitas maneiras do Estado interferir e dar assistências sem a necessidade de prende-los para exigir que eles se tratem.

O que me parece estar por trás desta medida é limpar a cidade, pois de fato, é duro olhar para alguns lugares públicos, no centro da cidade maravilhosa e ver o retrato da incompetência, da vergonha e da desumanidade onde maltrapilhos estão vivendo uma vida sub-humana, sujando-a e enfeiando-a É preciso fazer alguma coisa para deixar a cidade bonita e jogar o lixo debaixo do pano.

Acredito que esta medida que a cidade do Rio quer adotar deve servir para que as entidades sociais que atuam nesta área levantem suas bandeira para exigir do Estado políticas públicas e o cumprimento delas, para que de fato, possa  ser promovido a  assistência para estes doentes (dependentes) como os seus familiares e assim, conseguirem livrarem-se deste câncer (drogas) que tem destruído as famílias e a sociedade.


É importante refletir que, se as entidades que atuam nesta área continuarem fazer seus trabalhos silenciosos, sem cobrarem dos poderes públicos o cumprimento constitucional em relação à Saúde o caos das drogas devem aumentar gradativamente e ai medidas como estas anunciadas e até piores ocorrerão. Nós que atuamos nesta área em amor a estes doentes, não podemos omitir nossa responsabilidade se mobilizando para exigir dos governantes políticas sérias em relação às drogas.


Ataíde Lemos
Poeta e escritor  

sábado, 14 de maio de 2011

Sempre presente


 Quando perdido me encontrava
Mostrate-me o caminho a seguir.
O irmão que comigo caminhava 
Eras tu lhe usando para me tocar.

Quando me encontrava na escuridão
Ao estar caído e quase já sem vida
Eis que surge uma luz na imensidão
Vejo suas mãos para mim estendida.

Quando senti frio e medo da solidão
Mandaste através do irmão o cobertor
Para agasalhar-me e aquecer o coração.
Vieste restaurar em minh’alma o amor.

Quando achei que não te merecia
E senti vergonha de ti se aproximar
Você se aconchegou e trouxe alegria
Mostrando-me nova estrada a caminhar. 

Quando todos se viraram contra mim
Dizendo não haver mais o que fazer 
Esteve presente, dizendo sempre sim 
Dando-me forças para superar e vencer.

Ataíde Lemos

Comunidade Terapêutica Jeová Shalom

Gostaria de deixar neste tópico informações para aqueles que tem problemas relacionado às drogas e deseja tratamento.Somos diretores uma entidade para tratamento a dependentes químicos chamada “Comunidade Terapêutica Jeová Shalom”.Já atuamos nesta área de tratamento há quase 12 anos.
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.

· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.

· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.

· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.

· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.

· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.

· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.

Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br

Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira