Palestras Sobre Drogas

Há 12 anos sou voluntário na área de Dependência Química, atuando no tratamento por meio de Comunidade Terapêutica. Tenho alguns livros publicados “Drogas um vale escuro e grande desafio para família" e "O amor vence as Drogas”, e mais de uma centena de Artigos relacionado a este tema.


Faço palestra sobre Dependência Química. Aqueles que desejarem basta entrar em contato pelo e-mail ataide.lemos@gmail.com


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Projetos de prevenção às drogas para pais














          É na família que se constrói a base da sociedade, pois é nela que ocorre a formação valores éticos, morais e espirituais. Certamente é esta educação responsável pelo caráter do Ser humano.

          Pois bem, um fato que constatamos é que, muito embora a dependência química deforme o caráter do dependente, isto é, ele deixa de lado parte de sua educação constituindo uma outra mórbida, ela não destrói por completo toda esta formação recebida. Outro fato interessante é que, é a partir desta educação familiar recebida que se obtém maiores resultados positivos tanto para aqueles que estejam em tratamento como também colabora para que o dependente tome a iniciativa de procurar solução para a doença adquirida.

          Os que mais sofrem com a dependência química são os pais – no caso de serem filhos dependentes. No entanto, são os pais que conseguem mais êxito na busca de tratamento, pois são eles os primeiros a receberem o pedido de ajuda dos filhos.

          Porém, o que observamos é que, infelizmente, os pais somente dão conta da dependência de seus filhos quando estes já se encontram num estagio avançado da doença e, por conseguinte, estão completamente despreparados para ajudá-los de maneira correta e assim, torna-se co-dependentes com grande facilidade.

          A grande maioria dos pais não conhece os sintomas do uso de drogas, ignorando atitudes estranhas dos filhos. Não procuram se informar sobre dependência química com participações em palestras ou lendo literatura sobre o assunto. enfim, agem como se o problema da droga estivesse somente na casa do vizinho.

          Também podemos observar que existe uma falha enorme do Estado em relação a projetos de prevenção às drogas para pais. Observamos que existem alguns projetos direcionados aos adolescentes, jovens, mas são raros projetos de prevenção as drogas aos pais. Em suma, falta orientação a eles de como prevenir que seus filhos entrem nas drogas.

          Normalmente, o acesso às drogas ilícitas (maconha, cocaína, ckack e outras) inicia pela licitas como o álcool e não há nada de projetos, oriundo do Estado em nível de mídia que oriente os pais, a não ser a lei existente que é proibido vender bebida as menores, que também não se dá publicidade a ela.

          A dependência química não ocorre de um dia para o outro. Muito embora,o ckak seja uma droga de grande poder de dependência ela não é uma droga de iniciação do adolescente. Sendo assim, para se chegar até ela o jovem já passou pelo álcool, pela maconha e infelizmente, o despreparo dos pais não os deixa perceber toda a mudança de comportamento e emocional que ocorre em seus filhos ao longo do tempo de uso, ao ponto que darem conta somente quando eles iniciaram no ckak.

          Enfim, trabalhar a prevenção às drogas é necessário que os projetos atinjam adolescentes e jovens como também as famílias. Todos sabemos o quanto é difícil alguém que envereda nas drogas consiga liberta-se, sendo assim, o melhor caminho é diminuir a demanda que ocorre por meio da prevenção.


Ataíde Lemos


Autor dos Livros escuro Drogas um vale e grande desafio para familia
O Amor Vence de Drogas



sábado, 8 de maio de 2010

Chegou tua hora



 







Em teu olhar vejo uma luz brilhar
Em tuas palavras sinto desejo de mudar
Parece já não mais agüentar
A vida, que até então, escolheu pra trilhar.

Sinto que se rendeu as tentativas
De se iludir e brincar com vida
Parece que precisa encontrar a saída
Para não viver de forma dividida.

Agora; é preciso não se iludir
Acreditando que desta é fácil sair
É necessário altivez e coragem para perseguir
No instante que a fissura ocorrer não desistir.

Serão inúmeros os momentos
Que surgiram desejos, maus pensamentos
Vontades mascaradas nos sentimentos
Para que abandone o tratamento.

Porém, com propósito e vontade de vencer
Mantendo a perseverança irá perceber
Que para ser feliz não é necessário viver
Drogando-se, inutilmente de si se esconder.

Ataíde Lemos

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Internação involuntária é sinônimo de prisão







 



          A internação involuntária do dependente químico, nada mais é do que uma maneira sutil de prisão, isto é, retirar do meio da sociedade o dependente químico. Enfim, retornar ao passado onde o dependente químico era considerado doente mental, em outras palavras, um louco.

          Qualquer profissional de saúde que atua nesta área sabe que internação involuntária não resolve, não leva a pessoa deixar a dependência. Isto é, para que alguém vença a dependência química é fundamental o desejo partir dele.

         Atuo nesta área a mais de 12 anos e nunca presenciei alguém deixar as drogas por imposição, pelo contrario, os que venceram foi porque decidiram de foro intimo deixar as drogas e assim se posicionaram neste pensamento procurando tratamentos e hoje estão sóbrios mantendo uma vida saudável.

          É fundamental pensarmos que uma entidade onde se obrigue alguém permanecer involuntariamente precisará escolher um de dois métodos; um é dopar o dependente químico constantemente, porém, este artifício levará o dependente adquirir uma doença de ordem mental. O outro é usar da força, isto é, construir cadeias dentro das entidades e também punir o doente (preso) com a força e os métodos que se dispuser.

          Imaginamos hipoteticamente os dois métodos, partindo das primícias que para se deixar às drogas é necessária vontade do dependente: no primeiro caso, evidentemente este recuperando sairia dependente e doente mental da entidade, no segundo caso, como alguém iria deixar de usar drogas numa entidade onde seria maltratado? Como que todo o programa de tratamento iria ser concebido por ele (dependente), num local onde ele não deseja ficar? Onde ele é punido constantemente? Enfim, voltaremos às torturas do doente químico como no passado, depois de termo comprovado que a dependência química é uma doença. Enfim é algo que jamais pode ser concebido nos dias de hoje.

          Como um profissional no assunto, este argumento de prender o dependente químico é uma loucura, mas é algo que já se poderia prever diante a inércia e omissão do Estado. Todavia, se o problema do tratamento à dependência química fosse tratada com seriedade pelo Estado, isto é, dando condição de tratamento a todos aqueles que são dependentes e não possuem condições financeiras para se tratar a realidade seria completamente outra. A verdade é que o Estado em abordando de tratamento a dependência química nada faz e então, a sociedade perdida sem solução deixa ser levado por tais ideologias de segregação social. Enfim, para se resolver um problema esconde-o, ou seja, construa prisões para esconder ou proteger a sociedade dos doentes, como já ocorreu no passado com os dependentes químicos, os leprosos, etc.

         Em nosso País é assim, o Estado não cumpre suas Leis, e então sai punindo com novas Leis, que na verdade, isto nada mais é do que seu próprio certificado de incompetência. Dou aqui alguns exemplos: uma pessoa é condenada à 20 anos de cadeia, sai com 3 a 5 anos, então observamos a violência aumentar pela impunidade do crime. O Estado não implementa na integra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e então, procura diminuir a idade penal. Agora outro exemplo; não dá acesso de tratamento ao dependente químico construindo centros de tratamento e nem apóia financeiramente inúmeras entidades como as Comunidades Terapêuticas e clinicas e então, resolve literalmente construir prisões para os dependentes químicos.

         Ataíde Lemos

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Recaídas














          Uma das palavras mais ouvidas quando discutimos drogadição é a palavra recaída.

          Gostaria de iniciar este texto partindo iniciando sobre os tipos de tratamento. Há varias abordagens de tratamento para dependência química. Existe tratamento clinico medicamentoso; há o tratamento psicoterapeuticos individual; há os grupos de mutua ajuda que envolve a psicologia comportamental e espiritualidade e por fim, há o tratamento realizado pelas Comunidades Terapêuticas, que é um tratamento psicoterapeutico sem uso de medicamento e enfatizado por uma determinada espiritualidade. Além, de todas estas abordagens, ainda existe aquela que é feita de maneira aberta e sem metodologia definida, seria aquelas onde o dependente químico pode buscar informações através da mídia, literatura sobre drogas.

          Primeiramente, quis fazer este comentário inicial sobre o tratamento, para falar sobre a recaída e dizer que já estamos precisando repensar nesta nomenclatura e definindo melhor esta etimologia.

          Segundo meu ponto de vista, como sempre enfatizo, a dependência química é uma doença bio-psico-social, porém a abordagem para o tratamento é quase exclusiva a nível psicológico, digo isto, porque entendo que é através de um trabalho psicológico é que o dependente mantém a sobriedade, haja vista, que não existe cura definitiva para aquele que adquiriu a doença. Todo processo de tratamento é visando um trabalho preventivo, educacional e comportamental para que o dependente não faça o primeiro uso.

         Partindo do principio que, a pessoa que procura tratamento sempre passa por varias abordagens terapêuticas obtendo varias experiências empíricas, isto o leva a um desenvolvimento psicológico de vencer a drogas, ocorrendo uma mudança sistemática de comportamento e conhecimento sobre a dependência.

          É comum vermos pessoas que passam por tratamento relacionados à dependência química que voltam para as drogas, porém, são fortes os suficientes para o retorno da sobriedade com certa facilidade. Não tenho duvidas que isto esteja relacionado a toda esta estrutura adquirida em muitos tratamentos. É neste sentindo que dizemos que o tratamento é lento e demorado, pois para alguns é através de varias recaídas e com o conhecimento somando-se ao desejo de vencer as drogas que vários conseguem deixar-la definitivamente.

          Olhando por este prisma, as recaídas devem ser vista também como parte do processo de tratamento, desta forma, não há necessidade do desespero nem dos que são dependentes químicos ou mesmo dos familiares. Poderíamos dizer que, até certo ponto, o tratamento em si é teórico mesmo que esteja numa abordagem onde o paciente possa experenciar todas as reações orgânicas, psicológicas, e crises de abstinência.

          As recaídas são a pratica do confronto entre a realidade da teoria com a realidade da dependência particular de cada um. O resultado está certamente no que quer o dependente para sua vida já de posse de todo conhecimento e estrutura psicológica existente em seu consciente.
Um dependente químico que almeja a sobriedade e a busca, jamais aceita naturalmente os momentos de recaídas instantâneas, pois ele sofre, e assim de posse do que sabe constrói mecanismos próprios para de restabelecer a sobriedade novamente.

          Finalizando, diria que as famílias, os dependentes químicos jamais devem entrar em crises quando se depara com recaídas simplesmente, mas sim ter a certeza que estas voltas às drogas ou bebidas compulsivas são instantâneas e rápidas. A atenção deve estar mais na estrutura emocional, no objetivo e no que pensa aquele que recai em relação às drogas.

Ataíde Lemos

Autor dos livros
Drogas um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas

domingo, 18 de abril de 2010

Drogas e as dificuldades para o tratamento


Quero desenvolver um assunto, que segundo meu pensamento é extremamente importante e que está relacionado às dificuldades que as famílias e os dependentes químicos encontram para de buscarem tratamentos ou orientações. Estas dificuldades são:




Ø O preconceito, os estigmas e os mitos que rodeiam os dependentes e suas famílias.

Ø A falta de informação sobre a doença da dependência química.

Ø A Coodependencia.

Ø Questões financeiras.


Preconceito, os estigmas e os mitos que rodeiam dependentes e suas famílias.

É comum aqueles que estejam envolvidos com drogas serem taxados de vários adjetivos negativos, serem olhados com indiferença por grande parte da sociedade. É também muito comum familiar destes (dependentes químicos) serem responsabilizados como se fossem culpados por seus filhos terem contraído a doença da dependência química e assim, serem também excluídos de seus meios sociais. É comum a sociedade afastar de envolvidos com drogas, como se a dependência fosse uma doença contagiosa e a simples amizade, o contato já significasse um contagio. Este afastamento não atinge tão somente o usuário, mas também sua família. É comum dependência química ser sinônimo de bandidagem, delinqüência, vagabundisse e vários outros pejorativos. É comum o famoso jargão que é atribuído ao dependente químico “litro que vai querosene não sai mais o cheiro”.

A psicologia afirma que quando somos demasiadamente rotulados o inconsciente acaba assumindo tais estigmas e isto se confirma no caso da dependência química, pois varias vezes conversando com dependentes se consideram uns lixos e nos questionam; porque perder tempo com eles se não valem nada, muitas vezes duvidando até mesmo de nossa ajuda.

A maioria das famílias adoece emocionalmente por se culparem pela doença de seus filhos, atingindo estágios elevados de coodependencia devido a fatores externos que são os estigmas e o preconceito da sociedade. Então, fica uma reflexão: como se expor e buscar ajuda ou tratamento com todo este preconceito, rótulos e estigmas existente em torno da dependência química? Portanto, não é somente o ente dependente que provoca uma coodependencia na família, mas de uma maneira geral a sociedade também tem sua co-responsabilidade.

A dependência química tem suas características especificas que impede a pessoa de procurar ajuda, no entanto, com estes fatores externos mencionados torna-se um complicador a mais na tomada de atitude para os familiares e o dependente tratar-se.

A falta de informação sobre a doença da dependência.

Como disse acima o preconceito, o estigma, os mitos colaboram em muito, para que não se busque informações sobre a dependência química. Sendo assim, a falta de informação e apoio psicológico é um fator fundamental para o aprofundamento seja da pessoa envolvida com drogas, seja do seu familiar.

No entanto, há também aqueles que são de responsabilidade da família que contribuem para o aprofundamento de seus entes nas drogas e colaboram para sua co-dependência, fatores estes que ocorrem por ignorância, comodidade, estrutura social e emocional, cultural familiar, etc. E isto se deve à família estar envolvida em seus conceitos de valores que influencia comportamentos de seus filhos, mas sobre tudo, não buscarem informações como meio de prevenção as drogas.

Nós que atuamos nesta área, observarmos que em palestras é uma minoria que está interessada obter informações sobre dependência química. Normalmente são aquelas que já possuem um ente em fase avançada da doença. Observamos também que a maioria do público participante de tais eventos comumente são; especialistas na área da saúde, profissionais da área da educação e as pessoas que atuam em alguma entidade. Em suma, são pessoas que geralmente estão ligadas ao tema.

Não se deve buscar informação sobre dependência química apenas quando se vive o problema, mas como forma de prevenção. Não basta fazer palestras para crianças, adolescentes, jovens se a família não faz sua parte, isto é, não se informa sobre as drogas. É fundamental que ocorra um trabalho de conscientização onde possa reverter este quadro de inércia, de comodismo das famílias, fazendo-as saírem do conforto de suas casas e buscarem informações para que ela tenha maior conhecimento sobre a dependência química estando preparada e com as ferramentas adequadas caso venha a ter problemas de drogas no lar.

Em suma, a informação sobre drogas deve ser constante e de formação permanente. Todos são responsáveis nesta formação desde as empresas, as entidades religiosas, as instituições governamentais ou privadas. É mais fácil uma empresa, instituições governamentais, repartições públicas, entidades religiosas levar famílias a participarem de encontros do que voluntários simplesmente promoverem tais encontros. É preciso investimentos de recursos humanos e financeiros; disposição e prioridade para que a prevenção atinja maior número possível de crianças, jovens, mas sobretudo, de famílias.



A Coodependência.

Qual família que tenha um ente dependente e que não acaba tornando co-dependente? Acho que podemos contar nos dedos. Na realidade, de uma forma ou de outra, a família acaba sendo envolvida com o ente dependente e assim, adoecer-se também. É importante ressaltar que mesmo com toda uma estrutura de conhecimento, ainda assim, a família não está isenta de se adoecer, pois a dependência desestrutura qualquer pessoa, principalmente os pais, afinal quando lidamos com sentimentos, emoções dificilmente a razão consegue ter um domínio sobre a situação.

A coodependência é um assunto extenso, pois na realidade ela, segundo meu ponto de vista, está inserido dentro da estrutura psicológica da sociedade, da família e do Ser humano. Também ela está relacionada às questões culturais, sociais e de comportamento. O fator essencial para que a coodependência não seja tão acentuada está na espiritualidade e no conhecimento sobre a dependência que se adquire na participação de grupos de mutúa ajudas e por meio da literatura. A co-dependência se adquire tanto pela influencia do ente que é dependente – uma característica da dependência química é levar o usuário a torna-se o outro coodependente – mas também ocorre por fatores acima abordado.

Segundo meu ver, o estado de um co-dependente é ainda pior do que aquele propriamente dependente, pois ele (co-dependente) se encontra doente de tal forma que percebe. Muitos co-dependentes têm comportamentos mais acentuados que o ente usuário de drogas. Alias, muitos co-dependentes também são dependentes, pois é comum fazerem usos de medicamentos psicoativos como calmantes e outros psicoativos como também é comum vermos familiares com comportamentos adictos. Mas ainda assim, acredito que a partir de um trabalho de desestigmatização da dependência química que ocorre através da informação, do conhecimento é possível minimizar sensivelmente o grau de coodependência da família.

Questões financeiras.

A questão financeira é uma das grandes dificuldades seja da família, seja das entidades de tratamentos, pois na verdade, sem uma política pública real e efetiva no que tange ao tratamento para portadores de dependência química e seus familiares anulam-se as etapas superadas daqueles que desejam tratar-se. Nada adianta assumir a doença se não encontra tratamento adequado pela falta de dinheiro das entidades, ou se as famílias carentes não tem acesso a ele.

Segundo novos modelos de tratamento a dependentes químicos, seu custo torna muito elevado financeiramente, por exige vários profissionais da área de saúde em diversas especializações. É necessária uma equipe multi e interdisciplinar envolvendo profissionais da área da saúde e da educação. Também nos casos de internações há toda uma norma exigida pela Vigilância Sanitária (ANVISA) que requer uma estrutura nas entidades que necessitam de um volume de recursos alto para seu funcionamento. Sendo assim, somente as famílias de alto poder aquisitivo acabam tendo um tratamento de qualidade, deixando fora dele a grande maioria da sociedade.

Infelizmente, varias entidades que oferecem tratamentos nesta área têm fechado suas portas pela falta de recursos financeiros e pela inércia do Estado. Em sua grande maioria aquelas que ainda insistem em proporcionar atendimentos não podem dar um tratamento adequado pela falta de recurso financeiro em que se encontram. Normalmente, as entidades, em sua maioria, são mantidas com recursos originados de doações de pessoas abnegadas da sociedade ou mesmo de alguns familiares de pacientes que estejam em tratamento. Devido esta falta de recursos elas não têm como contratar profissionais capacitados nesta área. É uma ilusão imaginar que o profissional vá trabalhar voluntariamente – com algumas exceções. O trabalho voluntário não tem como exigir compromisso, pode até se criar regras, mas não funciona. Quem faz por amor não pode ser exigido a não ser pela sua própria consciência. Grande parte das entidades ainda funciona por recorrerem a seus próprios recuperandos que estão em fase avançada no tratamento tornando-se voluntários dentro dela, juntamente com alguns poucos voluntários que, por sentimentos cristãos,colaboram de uma maneira ou de outra.

Ainda que entidades tenham título de filantropia, precisa estipular cotas para vagas de carentes, senão, elas fecham suas portas nos primeiros meses de funcionamento. É impossível manter 30, 40 recuperandos internados servindo 4 refeições diárias, banhos, energia elétrica, custos operacionais e com profissionais sem que haja recursos financeiros para tais compromissos.

Outro fator complicador que ocorre pela falta de recurso está relacionado ao preconceito que existe em torno do dependente químico. Grande parte da sociedade tem conceito errado sobre dependência química, e isto os levam a não contribuírem com entidades que atuam neste seguimento. “Quem vai ajudar entidades deste gênero, isto é, colaborar com entidade que cuida vagabundos?” “Quem deixará de colaborar com entidades como abrigos para idosos, crianças para colaborar com entidades que trabalham com drogados?” Enfim, está é ainda a mentalidade de grande parte da sociedade.

Existem poucas instituições para tratamento de dependentes químicos que são apadrinhadas, recebendo recursos do Estado e de grandes organizações não governamentais do Brasil e do exterior, no entanto o restante vive das sobras que caem das mesas dos ricos. A maioria esmagadora das entidades sobrevivem porque famílias piedosas acabam colaborando financeiramente, por meio de doações e também porque muitas instituições produzem algum tipo de produto pelos seus internos e saem vendendo, através deles mesmo porta a porta.

Enfim, há vários obstáculos que são fatores fundamentais fazendo muitos não procurarem e ou conseguirem tratamentos, fatores estes que estão relacionados ao preconceito existente em torno da doença da dependência química. Obstáculo ocasionado pela desinformação da sociedade devida falta de interesse na prevenção e por fim, na inércia do Estado, que faz muito marketing em torno das drogas, mas que não proporciona políticas públicas em relação ao tratamento desta doença, deixando as famílias e as entidades à mercê pela sua omissão.

Ataíde Lemos

Autor dos livros
Drogas um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas

terça-feira, 30 de março de 2010

O que fazer diante de um ente dependente?

















         Às vezes passamos por determinados momentos, em que perdemos o rumo e ficamos sem saber o que fazer, ou melhor, sem nada poder fazer. Eu tenho me deparado muito com esta situação, no atendimento às famílias que têm um ente dependente químico que se recusa a se tratar, ou quando ele dá entrada numa clínica e logo a abandona. Então me perguntam: o que fazer?

          Pois bem, esta resposta infelizmente é difícil de dar a elas, porque há muito pouco a se fazer por seu ente dependente, no entanto, muito se pode fazer por sua família. Primeiramente, é fundamental agir com a razão nesses momentos, porém outra pergunta se faz: como agir com a razão quando o coração fala mais alto? Quando de alguma forma a família se encontra também doente?

          Neste caso, penso que a família precisa procurar ajuda, seja através de profissionais da área de saúde ou mesmo em algum grupo de mútua ajuda, direcionado às famílias de dependentes químicos, pois a dependência desgasta emocionalmente, adoecendo todos os membros da família.

          Partindo da primícia, que para alguém que se encontra dependente, pouco se pode fazer, ou seja, que a decisão de tratar-se deve e precisa partir dele, os outros membros da família precisam manter a serenidade, para que a vida possa continuar apesar da situação difícil que estão vivenciando. Isto não implica em hostilizar o ente dependente, pelo contrário, se faz imprescindível dar-lhe atenção, carinho e mostrar-se sempre disposta à ajudá-lo quando ele desejar, porém deixar claro, que a vida continua e que a família não vai viver em função dele e por fim, que será ele mesmo quem assumirá as conseqüências dos seus atos. Muitas vezes, por amor, acabamos nos deixando envolver a tal ponto, que nos tornamos carta de baralho ou peça de xadrez nas mãos de nossos entes dependentes e eles usam e abusam de nossos sentimentos, com o intuito de conseguir dinheiro para comprar drogas ou mesmo para que não o incomodemos.

         Em suma, a melhor maneira de ajudar um ente dependente a tomar uma atitude, é a família dar o primeiro passo, ou seja, procurar ajuda psicológica e passar a conhecer melhor o que é dependência química e quais são as características dela, para que não seja envolvida emocionalmente por esse ente e assim, poder ajudá-lo de fato, sem ser manipulada por ele.

          Particularmente, acho muito interessante a metodologia usada pelos grupos de mútua ajuda, pois seu grande êxito está na interatividade e na empatia que proporciona aos membros participantes, através da troca de experiências entre eles. Sem dúvida, quando conseguimos partilhar nossas emoções, realidades e dificuldades, o fardo tende a se tornar mais leve, principalmente quando nos deparamos com realidades piores que as nossas, o que nos traz um certo conforto e força para superação dos problemas. Ainda é preciso dizer, que os grupos de mútua ajuda são envolvidos por uma mística espiritual, que colabora para a paz interior dos participantes, permitindo um desenvolvimento produtivo nas reuniões, que transcorrem em harmonia e com uma energia positiva, a qual eles levam para os seus lares.

Ataide Lemos
Autor dos livros Drogas um vale escuro e grande desafio para familia
O Amor Vence as Drogas

Revisão
Vera Lucia Cardoso

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Como Surge a Dependência Química















          Como surge a dependência química? Ela surge de maneira sorrateira como uma poeira que vai infiltrando e lentamente tomando conta de tudo que encontra pelo caminho. No entanto, é só percebida quando nada mais se enxerga devido à poeira.

          Assim também acontece com a dependência química,  a pessoa faz uso hoje não percebe nada, amanhã novamente e assim sucessivamente, sem se dar conta que pouco a pouco está mudando seu comportamento interpessoal. Está mudando seu relacionamento com as pessoas e que seu organismo está se adaptando ao uso de determinada droga.. No entanto, como esta mudança ocorre paulatinamente o usuário não se dá conta que ele está passando de um usuário esporádico para um habitual a por fim, a um dependente químico.

          O usuário começa a perceber que adquiriu a doença da dependência química quando vê que seus amigos do passado já não existem mais. Quando ao levantar sente necessidade de buscar droga, necessidade de uma bebida alcoólica. Percebe que está dependente quando experimenta ficar uns dias sem drogar-se ou alcoolizar-se e sente tremores pelo corpo, fissuras, dores, etc. A pessoa começa a sentir que está dependente quando percebe às perdas sociais que estão ocorrendo.

          No entanto, quando ele se dá conta do que a droga, o álcool está lhe proporcionando em sua vida tanto no sistema biológico, emocional e também social inicia, então, as paradas estratégicas, ou seja, sempre quando a droga, o álcool está lhe fazendo mal dá uma parada por uma semana, um mês, enfim, até seu organismo recuperar-se. Porém, com o passar do tempo, se dá conta que não resolve ficar parando, sentindo que é preciso tomar uma posição que é deixar definitivamente as drogas devido as perdas que está ocorrendo consecutivamente.

          Pois bem, alguns por vontade própria decidem parar e acabam obtendo êxito. Por isto, é muito comum o jargão “basta ter vergonha na cara para deixar as drogas ou a bebida”. Porém, é preciso entender que cada pessoa é uma. Cada um tem sua estrutura física e psicológica diferente. Cada um tem seu histórico de vida. Enfim cada Ser humano é subjetivo, ilustraria com um exemplo: há pessoas que se acometem de gripes e resfriados e não necessitam tomar medicamento, outras pelo contrário, chegam a internar-se devido um resfriado. Portanto, dependência química não foge à regra, ou seja, há alguns que conseguem sair por si, já há outros que necessitam de tratamento especial seja por meio de ajuda de profissionais da área, seja por meio de grupo de mútua ajuda ou ainda, seja através de uma internação numa comunidade terapêutica ou mesmo numa clinica a base de terapia medicamentosa.

         De um modo geral, grande parte da sociedade ainda é muito ignorante sobre dependência química e devido a isto, se preservam alguns mitos sobre o dependente químico e sobre a doença da dependência. No meu modo de pensar, o grande motivo das inúmeras recaídas que há é pela falta de conhecimento tanto da família como da sociedade em saber lidar com o dependente químico após um tratamento.

          Como qualquer doença grave, por exemplo, uma pessoa que tem problemas cardíacos, ou é diabético ou ainda é hipertenso necessita de cuidados especiais, assim também, é preciso atenção especial para aqueles que deixam as clinicas de tratamento ou que estejam em tratamentos, cuidados estes simples, para uma família que se ama como, por exemplo, dar atenção a esta pessoa, procurar incentivá-lo a construir objetivos de vida. Evitar promover festas onde haja bebidas – pelo menos numa fase inicial. Enfim, são cuidados que não mudam o ritmo da família radicalmente, mas que servem até mesmo para o crescimento, aprofundamento e um melhor relacionamento familiar.

          Em suma, o surgimento da dependência química é sorrateira e leva tempo para que o dependente tome consciência e procure tratamento, no entanto, o número de pessoas recuperadas após tratamento seria bem superior aos índices de hoje, se de fato a família, a sociedade também fizessem sua parte quando um ente está ou deixa um tratamento, no caso fazer sua parte é, ser consciente de que a pessoa saiu de um tratamento, porém, não está curada e sua permanência na sobriedade também está ancorado na família.

Ataíde Lemos

domingo, 1 de novembro de 2009

Súplica de um dependente químico


















Senhor; estou diante de Ti
Quero abrir meu coração;
Brinquei com fogo e me queimei
Agora perdido me encontro
Como sair desta não sei.
Estou completamente doente
Perdi o comando do corpo e da mente
Mergulhei numa dependência
Que me mata a cada dia mais
Como também destruo meus pais.
A cada instante sinto-me mais fraco
Tenho menos força para resistir
A compulsão, a ansiedade
Que ela proporciona
Deixando-me totalmente entregue
Sem dela conseguir me libertar.
Muitos não mais acreditam em mim
E não posso acusá-los ou culpá-los
Pois sempre me deram carinho, atenção
De alguma maneira tentaram me ajudar
Mas de olhos sempre fechados
Não os abri para enxergar.

Senhor; somente Tu sabes minha dor
Nem eu, tenho a total dimensão
Só sei que perdido estou.
Pareço ser um caso sem solução
Mas recorro a Vós de coração
Acredito piamente em Seu amor
Mesmo sem merecer
Pois durante toda minha vida
Vivi sem Lhe buscar
Pelo contrario, muitas vezes
De Ti, vivia zombar.
Porém, mesmo afastado de Vós
Sei que jamais deixou de me amar
Esteve sempre a me esperar
Por isso, neste momento de escuridão
Peço a Ti também perdão
E reconstrua-me novamente
Faça-me um vaso novo em tuas Mãos.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O desespero das famílias em relação às drogas




          Após o pai de um jovem dependente químico de crack em desabafo, escrever uma carta pública ao saber que seu filho assassinou a namorada, a mídia tem levantado a questão das drogas, pressionando ações do Estado quanto ao tratamento de dependentes químicos desta droga.

          Pois bem, primeiramente é preciso destacar que a questão da dependência química não se resume ao crack, mas também abrange a cocaína, a maconha, o alcoolismo e os psicotrópicos vendidos alienatoriamente nas farmácias , etc, etc.

          Diante das inúmeras tentativas para conseguir tratar o filho, mas sem êxito, ele questiona a internação voluntária, acreditando que não há como esperar de alguém, que esteja completamente comprometido biológica e psicologicamente com as drogas, as condições psíquicas necessárias para pedir ajuda, procurando assim a internação voluntariamente.

          Realmente o desespero de ver um filho se matar vagarosamente e também de sentir a família ir morrendo junto com ele, faz com que queiramos soluções práticas e imediatas ou que nos apeguemos a qualquer situação que possa paralisar ou terminar com tal sofrimento. Há famílias que nem pedem a internação compulsória, mas sim desejam a morte de seus entes para que cesse o sofrimento.

          Para um leigo que vê uma pessoa dependente química no seu estado mais degradante, certamente pode acreditar que uma internação compulsória resolveria o problema. Imagina que uma clínica “tipo prisão”, com profissionais clínicos, psicólogos, terapeutas, pastores, padres, enfim, um tratamento vip, vá resolver o problema das drogas ou então, a família imagina que é melhor um filho preso numa clínica eternamente, que solto usando drogas e sujeito a todas as conseqüências dela.

          No entanto, nós que atuamos muitos anos nesta área, sabemos que mesmo uma internação compulsória não vai fazer com que a pessoa vença as drogas. A grande maioria das entidades sejam elas clínicas ou comunidades terapêuticas, não internam compulsoriamente, por entenderem que não resolve. Não há como forçar uma pessoa deixar as drogas de maneira externa. O grande exemplo que a internação compulsória não funciona, é que a grande maioria das pessoas que procuram espontaneamente tratamento, menos de 10% ficam nas instituições e praticamente quase todos os 90% retornam às drogas. Portanto, a internação compulsória é mais uma manifestação do desespero em que se encontram as famílias pela ausência do Estado e pelas conseqüências da dependência química.

          O que o governo poderia fazer e não faz é ajudar as famílias, criando e estimulando centros de auto-ajuda e clínicas com profissionais para dar apoio, amparando as famílias carentes de dependentes químicos, custeando parcialmente com diárias as entidades, caso o dependente decida por ser tratado. Em suma, o que o governo de fato precisa fazer é assumir o tratamento daqueles que o buscam, não fazendo apenas demagogia com um caso tão sério de saúde pública como são as drogas.

Ataíde Lemos
Autor dos Livros: Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família;
O Amor Vence as Drogas

Revisão texto: Vera Lucia Cardoso

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Drogas: Um Descaso da Sociedade e do Estado



         Diante de tragédias relacionadas às drogas como assassinatos e suicídios de pessoas que possuem um certo destaque no cenário nacional, ressurgem as discussões sobre dependência química. Sobre o que não se faz e o que precisa ser feito.

          Infelizmente, muitos estão morrendo vítimas das drogas e parece que pouco se tem feito. Temos visto pessoas que desesperadamente tomam atitudes extremas e absurdas, como acorrentar o filho, ou então fazer celas na própria casa para que o filho não se drogue.

          Em todos os casos, o que sempre podemos observar na fala destes familiares desesperados, é a inércia e a ausência do Estado. Pessoas que estão à deriva sem ter a quem recorrer.

           Como alguém que trabalha na área de dependência química, conheço bem a realidade dessas famílias, como também conheço a omissão do Estado. As entidades terapêuticas estão tão abandonadas quanto as famílias. Não há acompanhamento, não há ajuda financeira, enfim, as entidades que atuam nesta área, sofrem os mesmos abandonos e descasos. Por isso, muitas vezes não conseguem dar ao dependente químico nem o mínimo do tratamento exigido.

          A grande maioria das Comunidades Terapêuticas (CTs), não possuem terapeutas ocupacionais e psicólogos – profissionais básicos nesse tipo de tratamento – a necessidade de pessoal é suprida apenas por recuperandos, que já se encontram em uma fase mais adiantada dentro do tratamento na instituição, mas que sobrevivem das migalhas que recebem como doações, sejam elas vindas dos familiares de alguns recuperandos ou de pessoas de boa vontade. Enfim, as CTs apenas fazem tratamentos paliativos, recorrendo à espiritualidade e à fé. Isto é, entregando tanto a entidade quanto o recuperando nas Mãos de Deus para conseguirem vencer a dependência.

          É comum se criticarem as CTs por fazerem uso da espiritualidade com seus recuperandos, mas deixo algumas perguntas em aberto: como não recorrer à espiritualidade, num País que não está nem aí para o tratamento de dependentes químicos? Que não faz nada para que as entidades possam dar um tratamento adequado e digno aos seus recuperandos? Como as entidades (CTs) podem dar melhor qualidade de tratamento, se não têm recursos financeiros nem para manter profissionais de saúde e nem mesmo para dar suporte aos voluntários desta área?

          Enfim, é complicado imaginar uma mudança no quadro de violência ou de saúde, quando o assunto é drogas, pois o Estado sempre que faz alguma coisa, faz mal ou pela metade, isso quando também não está ausente.

          Infelizmente, o quadro de desespero de pais que têm filhos dependentes químicos como também dos absurdos que cometem, não vai ter um fim imediato, pelo contrário, cada vez aumentará mais, pois cada dia aumenta o número de dependentes químicos e diminui o de entidades destinadas ao tratamento.

          É comum a televisão fazer matérias sensacionalistas com entidades que tratam mal os recuperandos (dependentes químicos) e também sobre algumas entidades de renome nacional, que recebem recursos sejam do Estado ou de grandes empresários ou ainda de entidades do exterior, mas nunca vi matérias feitas nas maiorias das CTs que são pobres, mas sérias e que procuram fazer seus trabalhos mesmo sem ajuda, vivendo no total abandono do Estado. Entidades estas que são na maioria das vezes, acolhedoras dos dependentes que não possuem nenhum recurso financeiro.

          Em suma, é difícil parte da sociedade querer mudar a realidade das drogas e dos dependentes, se a maioria dela (sociedade) não está nem aí ou somente se interessa por este problema, quando passa a vivê-lo em sua própria casa.

Ataíde Lemos
Autor dos livros Drogas um vale escuro e grande desafio para familia

O Amor Vence as Drogas
Revisão:
Vera Lucia Cardoso

Comunidade Terapêutica Jeová Shalom

Gostaria de deixar neste tópico informações para aqueles que tem problemas relacionado às drogas e deseja tratamento.Somos diretores uma entidade para tratamento a dependentes químicos chamada “Comunidade Terapêutica Jeová Shalom”.Já atuamos nesta área de tratamento há quase 12 anos.
Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.

· A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.

· A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.

· É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.

· O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.

· O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.

· Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.

Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:
potifar@hardonline.com.br

Presidente:
Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira